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Barulho abusivo de motos revolta moradores e leva vereadora a exigir ação imediata em Joaçaba

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A paciência da população de Joaçaba está no limite. O barulho excessivo de algumas motocicletas com escapamentos adulterados tem tirado o sossego de moradores em diversos locais, gerando revolta e uma crescente sensação de abandono. Relatos apontam episódios frequentes durante o dia — e principalmente à noite — em que o ruído é tão intenso que invade casas, interrompe o descanso e compromete a qualidade de vida.

Diante desse cenário, a Câmara de Vereadores aprovou a Moção de Apelo nº 003, de autoria da vereadora Rita Weiss, pedindo o reforço das fiscalizações por parte da Polícia Militar de Santa Catarina. A proposta busca frear os abusos e garantir o cumprimento da legislação de trânsito, que vem sendo ignorada por muitos condutores.

Segundo a vereadora, a situação ultrapassou o limite do tolerável. “Não é apenas incômodo, é um problema de saúde pública”, destacou. Moradores relatam prejuízos diretos ao bem-estar, com impactos mais severos sobre idosos, crianças, pessoas doentes e indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que sofrem com estresse, ansiedade e distúrbios do sono.

Apesar de regras claras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro, que proíbe alterações no sistema de escapamento e limita os níveis de ruído, a sensação é de impunidade. Para muitos, falta fiscalização efetiva e presença mais constante nas ruas.

A moção cobra ações concretas: blitz direcionadas, abordagens rigorosas e aplicação de penalidades como multas e retenção dos veículos irregulares. Mais do que uma questão de trânsito, o tema se tornou um grito coletivo por respeito.

A iniciativa foi assinada por diversos vereadores e aprovada por unanimidade, refletindo um consenso: a população não aguenta mais. O recado está dado — agora, a comunidade espera que as autoridades ajam antes que o problema se agrave ainda mais.

Moradores de algumas ruas inclusive estão gravando os abusos em vídeo e vão montar um dossiê que será entregue as autoridades e ao Ministério Público.