Manifestantes liberam rodovias federais em Santa Catarina

Protesto no entroncamento entre as BRs 153 e 282 em IraniManifestantes que bloqueavam rodovias federais no Oeste e na Serra de de Santa Catarina na manhã e tarde desta terça-feira (10) desobstruíram todos os pontos por volta das 15h, informou a Polícia Rodoviaria Federal. Não houve confrontos, segundo a polícia.

As ações eram promovidas por integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST). Um dos líderes da iniciativa, Ênio de Souza Lima, afirma que as interdições aderem ao movimento nacional “em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores”.

“Foi positivo. Faz parte do acordo nacional desbloquear ao mesmo tempo. Não temos um número de manifestantes ainda no estado, mas somente no trevo de Curitibanos tivemos cerca de 700 pessoas”, conta Lima.

Um dos bloqueios ocorreu em Irani, no Oeste, onde cerca de 10 ônibus com manifestantes estão no cruzamento da BR-153 com a BR-282 desde as 9h30. De acordo com a PRF, foi negociado a abertura e fechamento alternados a cada 20 minutos. Até as 14h, cerca de 250 pessoas estavam no local, informou a PRF.

Também houve interdição pela manhã no cruzamento entre a BR-116 e a BR-470, em São Cristóvão do Sul, na Serra, segundo a PRF. Entre 11h e 13h, o congestionamento chegou a 2 quilômetros e cerca de 300 pessoas participavam do ato. Às 13h30, conforme a Autopista Planalto Sul, o tráfego foi liberado e os manifestantes se dispersaram.

Na rodovia estadual SC-480, em Chapecó, também ocorreu uma manifestação, entre as 11h e 15. Cerca de 200 integrantes do MST e CUT realizam manifestação a favor do governo na divisa do estado com o Rio Grande do Sul.

Agricultura familiar

Agricultores familiares do Oeste de Santa Catarina também iniciaram um manifesto por volta das 9h desta terça em Maravilha, no entroncamento entre a BR-158 e a BR-282. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agricultores Familiares do município (Sintraf), Semeno Jomertz, eles se mobilizam em defesa da democracia. Até as 14h, a PRF estimava 150 pessoas.

Queremos a garantia de direitos adquiridos pelos agricultores nos últimos anos, como a garantia de uma aposentadoria, habitação e a manutenção do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento à Agricultura Familiar)”, explicou.

Fonte: G1

Foto: PRF/Divulgação