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Delegado diz que R$ 537 mil não teve prestação de contas com Nota Fiscal no carnaval de 2015

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Dr. Daniel Régis foi o convidado do programa Rádio Contato

Quando de sua participação no programa Rádio Contado desta quarta-feira (28), o delegado regional de Polícia Civil, Daniel Régis, entrou em mais detalhes sobre os motivos que fizeram o ex-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d´Oeste (Liesjho), Sérgio de Giacometti  ser conduzido para prestar depoimento na Delegacia Regional de Polícia.

Segundo Dr. Régis a investigação é pública porque a documentação foi enviada à Delegacia de Polícia Civil pela Câmara de Vereadores, para que as contas do carnaval referentes aos anos de 2014 e 2015 fossem investigadas.

Na minha concepção há indícios fortes de alguns delitos, como falsidade ideológica, emprego irregular de verbas públicas e ao que tudo indica inclusive peculato, por isso representei por busca e apreensão e foi o que fizemos no dia de hoje. Para a minha surpresa encontramos muitos documentos em local que não deveriam estar, mas estavam”, resumiu o delegado regional.

A documentação apreendida nesta quarta-feira será analisada a partir da próxima sexta-feira (30), para que este caso seja esclarecido, segundo o delegado, o mais rápido possível.

Delegado regional Daniel Régis

Daniel Régis confirmou que as pessoas que estão sendo investigadas nesta prestação de contas do carnaval, são os ex-presidente da Liejho, Sérgio de Giacometi e o ex-vice-presidente, Jairo André de Sá Júnior.

O que eu juntei no inquérito policial são recibos e contratos, que trazem indícios de algum tipo de malversação. O que interessa para mim e para o judiciário é o crime, e no caso do meu pedido de busca que foi aceito pelo promotor Protásio Campos Neto, pode haver um desvio de conduta que pode caracterizar também a improbidade administrativa do ex-presidente da Liga”, frisou Dr. Régis.

Em se tratando de valores, o delegado regional confirmou que isso ainda está sendo apurado, mas disse que consolidado no balanço de 2015 a descoberto, ou seja, que foram pagos sem a comprovação por notas fiscais chega em R$ 537 mil. “Essa é uma constatação contábil e documental. Sendo que uma parte tem recibo e outra não, além de serem apresentados recibo em duplicidade”, concluiu Daniel Régis.

Por Julnei Bruno

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