Justiça condena Chapecoense a pagar R$ 450 mil à família de jornalista
A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada pela Justiça a pagar R$ 450 mil em indenização à família do jornalista Giovani Klein Victoria, uma das vítimas da tragédia aérea envolvendo a delegação da Chapecoense em Medellín, na Colômbia.
O acidente, que deixou 71 mortos, completa 10 anos em novembro de 2026.
A decisão reconheceu a responsabilidade civil objetiva e solidária do clube na condição de contratante do voo operado pela empresa LaMia. Conforme a sentença, o magistrado entendeu que houve negligência na escolha da companhia aérea, destacando que a Chapecoense optou pela empresa considerada mais barata, mesmo existindo alternativas apontadas como mais seguras.
A Justiça determinou o pagamento de R$ 150 mil por danos morais para cada um dos três autores da ação: a esposa e os pais do jornalista.
Em nota, a Chapecoense informou que não irá comentar a decisão judicial porque o processo ainda está em andamento e cabe recurso.
Já os pedidos relacionados a danos materiais, como despesas com tratamento psicológico, além da solicitação de pensão mensal para a companheira da vítima, foram negados pela Justiça. Segundo a decisão, não houve comprovação suficiente dos gastos alegados nem da dependência econômica.
O processo também havia sido movido contra a empresa aérea LaMia e a seguradora Bisa Seguros. No entanto, durante a tramitação da ação, os familiares desistiram dos pedidos contra as duas empresas, fazendo com que o processo fosse extinto em relação a elas.
Na defesa apresentada à Justiça, a Chapecoense tentou afastar a responsabilidade pelo acidente. Entre os argumentos utilizados pelo clube estava o fato de que o jornalista embarcou gratuitamente na aeronave, na condição de profissional da imprensa.
Segundo a argumentação da defesa, a inexistência de contrato direto com a vítima e a natureza do transporte afastariam a responsabilidade civil do clube, tese que acabou não sendo acolhida pela Justiça. (foto arquivo polícia/colômbia)



