Justiça condena autor de vários furtos em Joaçaba a quase 20 anos de prisão
A Justiça condenou um homem acusado de praticar diversos furtos em Joaçaba a 19 anos, 10 meses e 10 dias de prisão em regime fechado. A sentença atende denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) após uma série de crimes registrados em um intervalo de cerca de 20 dias, no fim do ano passado.
De acordo com o processo, o réu teria cometido vários furtos qualificados, modalidade considerada mais grave pela utilização de arrombamentos, invasões e outros meios que aumentam a pena. Durante toda a tramitação da ação, ele permaneceu preso preventivamente e já começou a cumprir a condenação.
Conforme apontado pelo Ministério Público, os crimes começaram na madrugada de 7 de novembro, quando o homem invadiu um empório e furtou bebidas armazenadas em uma câmara fria. No dia seguinte, ele voltou ao mesmo estabelecimento e, utilizando ferramentas para romper o cadeado, levou carnes, embutidos, refrigerantes e outros produtos, causando prejuízo superior a R$ 4 mil.
A sequência criminosa também incluiu o furto de um veículo em uma lavação de automóveis. Segundo os autos, além do carro, avaliado em aproximadamente R$ 8 mil, ferramentas que estavam no interior do automóvel também foram levadas. O veículo foi recuperado posteriormente.
Em outra ocorrência, o condenado invadiu uma edícula residencial e furtou eletrodomésticos, equipamentos de som, utensílios domésticos e alimentos. Parte dos objetos foi localizada em um terreno baldio e devolvida à vítima.
Ainda conforme a denúncia, o homem teria invadido uma obra em construção, danificado o sistema de monitoramento e levado fios elétricos, ferramentas, equipamentos eletrônicos e peças de alumínio. Os materiais também foram recuperados pelas autoridades.
Outro furto ocorreu em um depósito de supermercado, de onde foram levadas frutas e verduras durante a madrugada. Já no último caso atribuído ao réu, ele entrou em uma loja de utilidades fingindo ser cliente e tentou esconder mercadorias dentro de uma mochila, prática enquadrada como furto mediante fraude.
Na ocasião, o suspeito já possuía mandado de prisão expedido pelos crimes anteriores e acabou reconhecido por um policial, sendo preso poucas horas depois.
A promotora de Justiça Francieli Fiorin destacou os impactos causados pela sequência de crimes na comunidade. Segundo ela, a condenação representa uma resposta do Poder Judiciário diante dos prejuízos e da sensação de insegurança provocados pelos furtos.



