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Vereador de Catanduvas reclama da CASAN que mudou forma de cobrança e pegou muitos consumidores de surpresa

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As tarifas dos serviços prestados pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) tiveram mudanças a partir do dia 1º de março. Entre elas, está o fim do consumo mínimo de água. A alteração é válida para os 195 municípios atendidos pela companhia em Santa Catarina. De acordo com a Casan, as alterações na estrutura tarifária foram definidas pelas agências reguladoras. Os novos valores foram aplicados nas faturas do mês de abril, levando em conta o consumo medido em março.

No lugar do consumo mínimo de 10 metros cúbicos que era de R$ 45,19 está sendo cobrada uma tarifa pela disponibilidade do serviço no valor de R$ 29,49. A partir dessa taxa, a cobrança será pelo consumo efetivamente apontado no hidrômetro, levando em conta as faixas de progressão.  A Casan afirma que a mudança, anunciada em janeiro, tem como objetivo estimular o uso consciente de água. Atualmente, o consumo médio dos moradores de Santa Catarina é de 154 litros por dia, conforme dados da empresa.

Um levantamento da CASAN mostra que aproximadamente 40% dos usuários poderão pagar mais pela nova tabela, se não reduzirem o consumo atual. Os catarinenses que consomem 10 metros cúbicos já perceberão a conta mais cara após a mudança.

É o caso de consumidores do município de Catanduvas. O vereador André Alvicio Atz (DECO) diz que os consumidores estão indignados com a mudança em razão da elevação das tarifas. “Tem casos onde a fatura vai dobrar, a gente entende que é medida para economia, mas poderia ter sido mais divulgado pela Casan e a faixa de consumo poderia ter sido melhor analisada e discutida com a população” disse ele.

Ele questiona também o fato da população não ter sido consultada pelo Governo para promover esta mudança.

Por Marcelo Santos

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