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Informação sobre adiamento dos pedágios é desmentida

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A presidente da Câmara de Vereadores de Joaçaba, Jaqueline de Marco, esclareceu que não houve adiamento no cronograma da concessão das rodovias federais em Santa Catarina, conforme passou a circular nos últimos dias. Segundo ela, o calendário apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nas audiências públicas já previa que o edital de licitação seria lançado apenas em setembro de 2027, com a contratação da empresa vencedora prevista para dezembro do mesmo ano.

Em entrevista à Rádio Catarinense, a vereadora explicou que acompanha o tema desde as audiências públicas realizadas em Chapecó e Joaçaba, por considerar que o projeto impacta diretamente a população do Meio-Oeste catarinense.

Jaqueline lembrou que, após as audiências, entidades, órgãos de classe, representantes da sociedade civil e lideranças políticas encaminharam mais de 160 manifestações formais à ANTT apontando críticas ao modelo de concessão apresentado.

Nos últimos dias, informações divulgadas em redes sociais e em alguns veículos sugeriam que o edital da concessão teria sido adiado para o fim de 2027. A vereadora, no entanto, afirmou que essa interpretação não corresponde ao cronograma oficial apresentado pela própria ANTT.

“Não houve adiamento. Esse cronograma já havia sido apresentado pela própria ANTT durante a audiência pública em Chapecó. Desde o início, estava previsto que o edital seria publicado em setembro de 2027 e a contratação ocorreria em dezembro daquele ano”, explicou.

Ela também destacou que o período eleitoral impõe restrições legais para a contratação de determinados serviços, especialmente em âmbito federal e estadual, o que também faz parte do planejamento do cronograma.

Apesar do esclarecimento sobre as datas, Jaqueline reforçou que a mobilização das lideranças regionais vai além da discussão sobre o calendário. Segundo ela, o objetivo não é adiar a concessão, mas impedir que o projeto seja levado adiante nos moldes atuais.

“A nossa luta não é pelo adiamento. O que defendemos é a anulação completa desse projeto, porque ele não atende às necessidades da nossa região e traz prejuízos para a população”, afirmou.

A presidente da Câmara defende que a ANTT reveja a proposta e estabeleça um diálogo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que, segundo ela, possui um projeto mais amplo e alinhado às necessidades da região. Também destacou que as audiências públicas deixaram evidente a forte rejeição ao modelo de concessão, principalmente pela previsão de instalação de diversos pórticos de pedágio nas rodovias federais.

De acordo com Jaqueline, as manifestações contrárias foram praticamente unânimes nas audiências realizadas em diferentes municípios catarinenses, reforçando a preocupação de lideranças, entidades e da comunidade com os impactos econômicos e sociais que o projeto poderá causar caso seja mantido na forma apresentada.

Por Marcelo Santos