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Secretário estadual da Saúde visita Joaçaba e fala sobre Central de Regulação do SAMU

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Visita foi no HUST

Esteve visitando as dependências do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) em Joaçaba nesta terça-feira (09), o secretário estadual da Saúde, Vicente Caropreso.

Em coletiva a imprensa, Caropreso afirmou que está percorrendo vários municípios de Santa Catarina, para ver in loco a situação em que se encontra a saúde e os locais que recebem parceria por parte do Governo do Estado.

Estou fazendo um diagnóstico e tendo um conhecimento mais profundo, da realidade da saúde tanto por parte dos municípios, quanto dos principais hospitais que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS). É diferente você vê um registro em papel ou no computador, do que conhecer a realidade de perto e sentir o grau de organização de cada e a importância que representa cada uma dessas cidades e hospitais”, disse o secretário.

Em seu discurso, Vicente Caropreso voltou a ressaltar que o orçamento está cada vez mais apertado, porque os procedimentos, equipamentos e salários dos funcionários vão aumentando acima dos recursos recebidos mensalmente pelo Estado. “Nós temos que colocar ordem, principalmente no repasse de convênios e das próprias Emendas Parlamentares dirigindo-as para os hospitais resolutivos”.

O secretário entre os exemplos de descaso com a saúde que viu pela sua peregrinação, destacou o hospital da cidade de Campos Novos, que está com um aparelho de Raio-X que vale mais de R$ 1 milhão e que está encaixotado há aproximadamente 5 anos.

Então é assim, são colocadas emendas no pouco dinheiro público que tem, e nós precisamos colocar ordem na casa, usando de gestão e economia para não fazer com que o cidadão tenha que fazer inúmeras viagens pelo Estado, para resolver o seu problema de saúde”, argumentou ele.

Indagado sobre a continuidade ou não da Central de Regulação do SAMU que hoje está instalada em Joaçaba, o secretário estadual da Saúde disse que “nós temos que reduzir os custos em alguns setores que são possíveis de se reduzir. Nós temos hoje o sistema SAMU pago e bancado praticamente todo ele pelo estado de Santa Catarina. Isso custa mensalmente para nós aproximadamente R$ 10 milhões. Como não podemos diminuir o número de ambulâncias e de funcionários, a única forma é reduzir, baseado em critérios técnicos, algumas centrais”, explicou Caropreso.

Com o pensamento voltado em ter no futuro apenas uma Central de Regulação do SAMU em Santa Catarina, o secretário deixou entender que existe a possibilidade realmente do município de Joaçaba e outros no Estado, ficarem sem esse serviço.

Nós não vemos uma outra saída a não ser uma organização social pegar esse sistema, porque dentro do Estado, tudo é difícil. Então emperra e aí sim eu acho que o sistema está ameaçado. Assim como está tá bom, mas nós temos que aperfeiçoar e inclusive, colocar as Centrais de Regulação dentro do sistema financeiro do Estado”, concluiu Vicente Caropreso.

Por Julnei Bruno

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