Município perde terreno estratégico no coração de Joaçaba após obra não sair do papel
Um dos terrenos mais valorizados e estratégicos de Joaçaba, localizado na rua Tiradentes, em frente à Câmara de Vereadores, não pertence mais ao município. A confirmação foi feita pelo prefeito Wilson Sartori em entrevista ao departamento de jornalismo da Rádio Catarinense, ao detalhar a situação da área que havia sido cedida pelo Governo do Estado para a construção da nova prefeitura.
Segundo Sartori, o terreno era originalmente do Estado de Santa Catarina e foi cedido ao município durante uma gestão anterior, com um objetivo específico: a construção do novo centro administrativo de Joaçaba. No entanto, como as obras não foram iniciadas dentro do prazo estabelecido, a área retornou automaticamente ao patrimônio estadual.
“Ele veio com o objeto que era para a construção da nova prefeitura. Tinha um prazo mínimo para iniciar as obras. Como isso não aconteceu, o terreno voltou para o Estado”, explicou o prefeito.
A área voltou a ser tema de debate após questionamentos levantados na Câmara de Vereadores. O espaço, que por anos foi visto como estratégico para projetos estruturantes do município, hoje depende exclusivamente de decisões e autorizações do Governo do Estado para qualquer utilização futura.
Durante a entrevista, Sartori reconheceu que o município perdeu uma oportunidade importante ao não conseguir executar o projeto dentro do prazo previsto. “Considero uma perda, com certeza. Mas era necessário muito recurso na época. Depois veio a pandemia e os recursos dos municípios diminuíram muito”, afirmou.
O prefeito relembrou que a proposta inicial previa a transferência da administração municipal para o local, mas a falta de recursos inviabilizou o início da obra. Ele citou ainda que, durante e após a pandemia, muitos municípios enfrentaram queda de arrecadação e passaram a depender de aportes dos governos estadual e federal para manter serviços e investimentos.
Apesar de o terreno já não pertencer mais a Joaçaba, Sartori disse que a administração municipal tenta articular junto ao governador do Estado alguma alternativa para que a área ainda possa ser utilizada em benefício do município.
“Hoje ele é do Governo do Estado. A gente já conversou com o governador e está vendo de que forma podemos fazer com que esse terreno ainda tenha utilidade para o município”, destacou.
O prefeito também explicou que terrenos cedidos tanto pelo Estado quanto pela União normalmente possuem cláusulas específicas de utilização e prazos para execução dos projetos apresentados. Caso as exigências não sejam cumpridas, os imóveis retornam automaticamente ao ente proprietário.
Por Marcelo Santos




