Defesa de farmacêutico preso em operação da PF se manifesta e pede cautela sobre conclusões
A defesa do farmacêutico preso pela Polícia Federal em Capinzal, durante operação que apura um esquema de tráfico internacional de medicamentos controlados e drogas no Meio-Oeste catarinense, afirmou que ainda não teve acesso completo ao inquérito policial e que, por isso, não é possível uma manifestação conclusiva sobre o caso. A prisão em flagrante ocorreu na manhã de terça-feira (31), após cumprimento de mandados de busca em endereços ligados ao investigado.
Em nota oficial, os advogados destacam que as informações divulgadas até o momento são, em grande parte, provenientes da investigação e ainda não passaram pelo contraditório e pela ampla defesa. Segundo o posicionamento, esses dados não podem ser tratados como definitivos.
“A defesa técnica do investigado informa que, até o presente momento, não teve acesso integral ao inquérito policial, circunstância que inviabiliza qualquer manifestação conclusiva acerca dos fatos que vêm sendo divulgados”, diz o comunicado.
Ainda conforme a nota, a equipe jurídica acompanhará a audiência de custódia marcada para esta quarta-feira (1º), quando serão analisadas a legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção. A defesa ressalta que esse é o momento adequado para avaliação das circunstâncias do flagrante à luz da legislação vigente.
Os advogados também reforçam que o farmacêutico segue amparado pelo princípio da presunção de inocência e que a apuração deve respeitar o devido processo legal. “Reitera-se que o investigado permanece amparado pela presunção de inocência, sendo indispensável que a apuração dos fatos observe rigorosamente o devido processo legal”, pontua o texto.
Por fim, a defesa afirma que continuará atuando “de forma técnica, responsável e estratégica”, adotando todas as medidas cabíveis para o esclarecimento dos fatos.




