Luta antimanicomial é tema de ação de conscientização em praça pública de Joaçaba
Na tarde desta segunda-feira (18), a praça em frente à Prefeitura de Joaçaba recebeu uma ação especial de conscientização alusiva ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A mobilização foi promovida pela equipe do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) do município e teve como objetivo chamar a atenção da população para a importância do cuidado humanizado em saúde mental.
Durante a atividade, profissionais conversaram com a comunidade, distribuíram materiais informativos e reforçaram a mensagem de respeito, acolhimento e inclusão das pessoas em sofrimento psíquico. A coordenadora do CAPS de Joaçaba, Luísa Cavalcante, destacou a importância histórica da data e o significado da luta antimanicomial no Brasil.
Segundo ela, o movimento surgiu em defesa da dignidade humana e em oposição aos antigos modelos de tratamento psiquiátrico, marcados por isolamento, maus-tratos e exclusão social.
“Hoje é um marco histórico em homenagem às pessoas que lutaram pela reforma psiquiátrica e também em respeito a todos os pacientes que sofreram no passado. A luta antimanicomial representa o cuidado em liberdade, com dignidade, acolhimento e respeito ao ser humano”, afirmou.
Luísa ressaltou ainda que, embora os antigos manicômios tenham sido extintos, ainda existem práticas e atitudes consideradas excludentes na sociedade.
“O manicômio vai muito além de um espaço físico. Quando há preconceito, exclusão ou quando se acredita que uma pessoa em tratamento deve ficar isolada da sociedade, isso também é uma forma de manicomialização”, explicou.
A coordenadora enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo CAPS busca justamente promover a reinserção social dos pacientes, envolvendo família, escola, trabalho e convivência comunitária. Neste ano, o CAPS de Joaçaba completa 20 anos de atuação no município.
Atualmente, cerca de 845 pessoas realizam tratamento na unidade, incluindo casos relacionados à dependência química, ansiedade, depressão, esquizofrenia, transtornos de humor e transtornos de personalidade.
Com faixas e mensagens de conscientização, a ação reforçou uma das principais bandeiras do movimento: “Trancar não é tratar”. O evento também serviu para ampliar o debate sobre saúde mental e combater o preconceito ainda enfrentado por muitas pessoas que buscam atendimento psicológico e psiquiátrico.
Por Marcelo Santos






