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Rombo milionário na prefeitura de Joaçaba: delegado revela informações nunca divulgadas sobre o caso

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A investigação da Polícia Civil que apura um suposto desvio milionário nas contas da Prefeitura de Joaçaba segue avançando e ainda pode revelar novos desdobramentos. Em entrevista exclusiva na manhã desta sexta-feira ao jornalista Marcelo Santos, o delegado regional Gilmar Bonamigo afirmou que o inquérito está “pela metade” e depende da chegada de análises bancárias e telemáticas para ser concluído.

Segundo o delegado, os levantamentos preliminares da policia civil indicam que cerca de R$ 4 milhões teriam sido transferidos diretamente para contas ligadas ao ex-servidor investigado. No entanto, ele não descarta que o valor possa ser ainda maior. A CPI na câmara fala em R$ 8,5 milhões.

“Eu encontrei em torno de quatro milhões que foram passados para as contas do investigado. Mas o que me diz que ele não possa ter usado CPF de terceiros para desviar valores da mesma forma?”, declarou.

Investigação retroage até 2017

Inicialmente, o levantamento abrangia um período de cinco anos, mas novas informações apontaram movimentações suspeitas desde 2017. Com isso, a Polícia Civil ampliou a quebra de sigilo bancário para compreender toda a evolução financeira do caso.
O delegado explicou que os dados ainda dependem de análise do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, em Florianópolis, além da entrega de informações por parte de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Inclusive, segundo Bonamigo, o Judiciário já determinou multa diária às instituições financeiras pelo atraso na entrega dos dados telemáticos solicitados pela investigação.

Saques frequentes, padrão de vida elevado

Entre os pontos mais delicados revelados pelo delegado está o possível destino do dinheiro desviado. Conforme os extratos já analisados preliminarmente, o investigado realizava diversos saques em espécie, normalmente em pequenos valores, como R$ 1,5 mil, R$ 2 mil e R$ 3 mil, diretamente na boca do caixa.

Criptomoedas entraram no radar após questionamento

Durante a entrevista, Bonamigo também foi questionado sobre rumores envolvendo possível uso de criptomoedas ou movimentações internacionais para dificultar o rastreamento do dinheiro. O delegado afirmou que, até o momento, não existe confirmação de compra de moedas virtuais, mas explicou que esse tipo de movimentação pode dificultar a investigação caso tenha ocorrido por meio de dinheiro em espécie. A polícia identificou ainda uma movimentação de aproximadamente R$ 25 mil relacionada a um cartão internacional, possivelmente vinculado a operações no exterior. Apesar disso, o delegado ressaltou que não há comprovação de envio de dinheiro para fora do país nem ligação direta com criptomoedas.

Ex-servidor permaneceu em silêncio

O investigado compareceu à delegacia acompanhado de advogado, mas utilizou o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório. Segundo a Polícia Civil, ele não admitiu os desvios nem respondeu aos questionamentos sobre o mérito da investigação.

Polícia não descarta novos envolvidos

Embora ainda não existam elementos suficientes para responsabilizar outras pessoas, a Polícia Civil afirma que as próximas análises bancárias e telemáticas podem apontar novos caminhos. Perícias em computadores e dispositivos eletrônicos também estão sendo realizadas para verificar acessos, transferências e possíveis participações externas.

Crimes investigados podem ir além de peculato

Além do crime de peculato — desvio de recursos públicos — o delegado afirmou que o investigado pode responder por lavagem de dinheiro e invasão de dispositivo eletrônico, dependendo do resultado das perícias e análises financeiras. A hipótese de associação criminosa também não está totalmente descartada.

Inquérito segue sem prazo para conclusão

A Polícia Civil acredita que os próximos laudos técnicos devem chegar nas próximas semanas, mas o encerramento do inquérito ainda depende da entrega integral dos dados solicitados às instituições financeiras.
Até lá, a investigação continua aberta e pode revelar novos desdobramentos sobre o destino do dinheiro público desviado.

Por Marcelo Santos

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