Médica pneumologista alerta sobre aumento de doenças respiratórias no Outono
Estamos no outono, estação que antecede o inverno e já apresenta suas principais características climáticas, como temperaturas mais amenas e a redução da umidade do ar. Esse clima seco e frio pode ser um fator agravante para diversas doenças respiratórias. O período exige maior atenção, já que as mudanças de temperatura e a permanência em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus.
Conforme alerta a médica pneumologista do HUST, Georgia Westphal, com o fim do verão e a chegada da nova estação, já é possível perceber mudanças significativas nas condições climáticas, o que impacta diretamente na saúde da população.
“No dia 20 de março, nos despedimos oficialmente do verão e, com a chegada do outono, as temperaturas começam a cair na nossa região. O clima frio, associado ao ar mais seco e à grande variação das temperaturas em um mesmo dia, são fatores agravantes para o aumento dos casos de doenças respiratórias.
Isso acontece pois o frio é um irritante das vias aéreas, deixando a mucosa respiratória mais ressecada e suscetível a infecções, especialmente nesta época do ano, quando ocorre naturalmente uma maior circulação dos vírus respiratórios, como gripe e resfriado, devido aos ambientes mais fechados e com pouca circulação de ar.
Além das doenças virais, também há um aumento no número de infecções bacterianas, como a pneumonia, e pode ocorrer a piora dos sintomas em portadores de doenças crônicas do pulmão, como asma, enfisema ou fibrose pulmonar.”
Para evitar complicações, a médica reforça que a prevenção é fundamental e passa por cuidados simples no dia a dia.
“Para cuidar da sua saúde respiratória, prevenir é a melhor opção. Evite locais com aglomeração, deixe os ambientes bem arejados, lave as mãos com frequência, beba bastante água, mantenha seu calendário vacinal atualizado e não fume.
Se apresentar sintomas respiratórios, opte por usar máscara. Em casos como falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, cansaço além do habitual e febre, busque atendimento médico.
Atenção redobrada aos grupos de risco: recém-nascidos, idosos e pessoas com doenças crônicas. Lembre-se: quem respira bem, vive melhor. Neste inverno, fique atento aos sinais do seu corpo e não deixe os sintomas passarem despercebidos.”




