Radares nas rodovias federais de SC voltam a multar
Os motoristas que trafegam pelas rodovias federais de Santa Catarina devem redobrar a atenção a partir desta semana. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) confirmou que os radares de velocidade voltaram a operar em todo o estado a partir deste mês.
Os aparelhos estavam inativos desde novembro de 2025, período em que o órgão finalizou o processo de transição para um novo contrato de modernização tecnológica.
Modernização e Cobertura
A reativação faz parte do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV). Nesta fase inicial, a fiscalização contará com:
- 201 pontos estratégicos de monitoramento;
- 321 faixas de rolamento cobertas pelos equipamentos;
- 5 anos de contrato garantidos pelo Edital nº 054/2025 (Lote 04).
O investimento total para a manutenção e operação do sistema é de R$ 73 milhões. Segundo o DNIT, os novos aparelhos são mais modernos e visam reduzir os índices de acidentes nos trechos considerados críticos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A implementação de toda nova leva de radares segue um cronograma de 12 meses. Há dois tipos de equipamentos em instalação:
- Controlador Eletrônico de Velocidade (CEV): medidor de velocidade (metrológico) fixo, com câmera, destinado a fiscalizar o limite máximo regulamentado para a via ou trecho por meio da placa dos automóveis;
- Redutor Eletrônico de Velocidade (REV): medidor de velocidade (metrológico) fixo, com câmera e display de velocidade, destinado a fiscalizar a redução de velocidade em trechos considerados críticos.
No momento, 100 locais estão em fase de estudo e instalação.
As principais rodovias de Santa Catarina recebem as instalações, sendo elas: BR-282, BR-153, BR-158, BR-470 e BR-101. A 282 concentra maior monitoramento nessa fase inicial. Com os novos equipamentos, infrações retornam a ser emitidas de forma automática.

Ativação da nova fiscalização
O DNIT detalha que a ativação dos novos equipamentos irá ocorrer de forma escalonada seguindo um cronograma baseado em estudos e instalação. Os critérios para definição dos locais dependem de estudos técnicos, estudos de viabilidade, da implantação de sinalização e da aferição do dispositivo juntamente ao INMETRO (para confirmar que o aparelho esteja regulado de forma correta).
Os prazos para que cada medidor eletrônico saia do papel são basicamente dois:
- 60 dias para conclusão de etapa de estudo técnico sobre a instalação, incluindo análise e autorização do DNIT;
- 90 dias para instalação, sinalização e aferição do equipamento, após a fase de estudos aprovada.
Ou seja, os aparelhos devem começar a operar gradualmente, à medida que cada novo ponto for autorizado pelo DNIT para ser instalado. Em nota, o órgão afirma que trabalha para que a substituição de equipamentos ocorra no menor prazo possível, a fim de garantir a segurança dos usuários das rodovias federais.
Equipamentos em operação podem ser consultados por meio do Portal de Multas do DNIT, onde são disponibilizadas as informações dos equipamentos, assim como os estudos técnicos que fundamentam a implantação.
Fonte: Portal IG



