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Monitoras sociais cobram revisão salarial e levam demanda à Câmara de Herval d’Oeste

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Um grupo de monitoras sociais de Herval d’Oeste participou da sessão da Câmara de Vereadores na noite desta segunda-feira (30) para entregar ao Legislativo um pedido formal de revisão salarial da categoria.

De acordo com as profissionais, a principal motivação é a defasagem nos vencimentos pagos pelo município. Segundo elas, cidades da região oferecem remunerações significativamente maiores para o mesmo cargo, com diferenças que podem ultrapassar R$ 1 mil. Atualmente, o salário base para a função é de R$ 1.965,00, conforme destacou a monitora social da Assistência Social, Débora Zambom Durigon.

“Nós estamos buscando uma equiparação salarial que chegue aos municípios da AMMOC, porque o nosso hoje se encontra defasado em relação aos outros, né, e o impacto aí de quase mil reais de diferença no salário base.”

“…os monitores, eles prestam serviço dentro da assistência social. É fundamental a função desenvolvida pelos monitores, porque a gente trabalha com vulnerabilidade social e risco social, né, com famílias, idosos, crianças, população em situação de rua. E assim, a gente veio buscar de uma maneira amigável, cordial, né, a gente já conversou em outro momento com o prefeito também, a gente sabe das dificuldades, né, em relação ao impacto da folha, mas a gente também busca, nem que seja gradual, uma equiparação que a gente consiga, porque atualmente a dificuldade de encontrar esse profissional no nosso município é muito grande, porque não tem como ele competir com os municípios vizinhos.”

No documento assinado pelas profissionais, são citados exemplos de municípios que oferecem salários superiores, como Ouro (R$ 3.102,11), Luzerna (R$ 2.992,53) e Erval Velho (R$ 2.744,84).

O grupo também conversou com os vereadores, apresentando detalhes da reivindicação e reforçando a importância da valorização da categoria, que atua diretamente no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. O presidente da Câmara, vereador Jean Patrick Giusti, afirmou que o pedido foi acolhido pelo Legislativo. Segundo ele, a próxima etapa será abrir diálogo com o Poder Executivo para avaliar a viabilidade da revisão.