Defesa de professoras afastadas em Joaçaba contesta interpretação de vídeo e avalia medidas legais
A defesa das duas professoras afastadas da Escola de Educação Básica Julieta Lentz Puerta, em Joaçaba, se manifestou oficialmente nesta segunda-feira (23) sobre o vídeo que motivou a suspensão das profissionais e gerou ampla repercussão nas redes sociais.
Representadas pelos advogados Ruben Concatto e Walesca Tidre, as docentes alegam que as imagens foram gravadas em um ambiente privado e divulgadas sem autorização por terceiros. Segundo a nota, a legenda que acompanhou o conteúdo nas redes sociais teria induzido a uma interpretação equivocada, sugerindo o consumo de substância ilícita — o que, conforme a defesa, já foi descartado.
Ainda de acordo com os advogados, o episódio não ocorreu nas dependências da escola nem em suas proximidades, tampouco havia alunos presentes no momento da gravação. A defesa também ressalta o histórico profissional das professoras, destacando anos de atuação pautados pela ética e pelo compromisso com a educação.
O caso veio à tona após a viralização do vídeo na última semana, levando a Secretaria de Estado da Educação a determinar o afastamento imediato das docentes e a abertura de um processo administrativo disciplinar, conduzido pela Consultoria Jurídica (COJUR).
Em paralelo, os advogados afirmam que estudam a adoção de medidas judiciais contra os responsáveis pela divulgação do material e pela disseminação de informações consideradas inverídicas.
A investigação segue em andamento, e as professoras devem exercer o direito ao contraditório e à ampla defesa no decorrer do processo.



