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A chacina que não acabou: o que aconteceu com a autora da morte de 26 cães em Herval d’Oeste?

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Uma das maiores atrocidades já registradas contra animais na região de Joaçaba segue sem desfecho público, mesmo após meses do crime que chocou a comunidade. No ano passado, 26 cães foram mortos por envenenamento em Herval d’Oeste, em três ataques ocorridos em um curto intervalo de tempo, configurando uma chacina sem precedentes no município e região.

O caso provocou forte comoção social e levou a polícia a apontar uma pessoa como autora dos envenenamentos. Desde então, no entanto, pairava a dúvida: o que aconteceu com a suspeita identificada pelas autoridades?

Para esclarecer a situação, a reportagem da Rádio Catarinense entrou em contato na tarde desta quinta-feira (29) com o Ministério Público de Herval d’Oeste, que confirmou que o caso avançou no âmbito judicial. Em resposta oficial, a Promotoria informou que o Ministério Público ofereceu denúncia e que há uma ação penal em trâmite na Vara Única da Comarca de Herval d’Oeste.

Apesar disso, o órgão explicou que o processo corre sob segredo de justiça, o que impede legalmente a divulgação de detalhes sobre o andamento da ação, medidas adotadas ou eventuais responsabilizações do denunciado.

“O feito se encontra sob segredo de justiça, razão pela qual o Ministério Público está legalmente impedido de repassar informações específicas ou conceder entrevista sobre o andamento, medidas adotadas ou eventuais responsabilizações”, informou a Promotoria, em nota.

O Ministério Público acrescentou ainda que, assim que houver possibilidade legal, eventuais informações sobre o caso serão divulgadas por meio dos canais institucionais apropriados.

A chacina permanece como uma ferida aberta para a comunidade de Herval d’Oeste e de toda a região, simbolizando não apenas a brutalidade contra os animais, mas também a cobrança da sociedade por punição exemplar e celeridade na Justiça em crimes dessa natureza.