Operação contra golpes do falso advogado tem mandados cumpridos em Água Doce
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na quinta-feira, 05/03, duas operações simultâneas contra grupos criminosos especializados em fraudes eletrônicas. O município de Água Doce está entre os alvos da ação policial, que também teve diligências em cidades do estado de São Paulo.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais (DCE/DIC) da Capital, com apoio da Polícia Civil paulista. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca domiciliar e dois mandados de prisão temporária.
As diligências ocorreram nas cidades de São Paulo, Taboão da Serra e também em Água Doce (SC), onde equipes policiais realizaram buscas como parte da investigação.
Investigação começou em Florianópolis
As investigações tiveram início em abril de 2025, após registros de ocorrências em Florianópolis envolvendo vítimas que tiveram prejuízos financeiros significativos em decorrência das fraudes.
Em um dos golpes investigados, criminosos se passam por funcionários da central de segurança de bancos. Durante o contato, informam à vítima que há movimentações suspeitas na conta e orientam a realização de transferências ou outras operações para “proteger” o dinheiro. Em um dos casos apurados, o prejuízo chegou a cerca de R$ 93 mil.
Já no chamado golpe do falso advogado, os estelionatários utilizam dados reais de processos judiciais. Se passando por advogados ou representantes de escritórios responsáveis pelas causas, eles entram em contato com as vítimas e solicitam pagamentos para supostas custas, taxas ou liberações de valores judiciais. Em uma das ocorrências investigadas, a vítima perdeu aproximadamente R$ 50 mil.
Material apreendido
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia. A análise do material deve ajudar a aprofundar as investigações e identificar outros integrantes do grupo criminoso.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica e associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para mapear a estrutura do grupo e identificar novos envolvidos, com o objetivo de desarticular completamente a organização criminosa.







