Integrante do alto escalão do PGC é preso em Herval d”Oeste
Uma operação policial realizada em Herval d’Oeste resultou na prisão de três pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e trouxe à tona a atuação de um integrante de alto escalão da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) na região. A ação foi coordenada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, e teve como foco o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos no final de 2025.
Em entrevista a Rádio Catarinense hoje pela manhã, o delegado regional Gilmar Bonamigo explicou que a operação foi planejada ainda no ano passado, mas precisou ser executada após o recesso. “Na manhã de ontem, desencadeamos a operação para o cumprimento desses mandados. Três pessoas foram presas, sendo duas por prisão preventiva e uma em flagrante”, afirmou.
Durante uma das abordagens, em uma residência, os policiais encontraram grande quantidade e variedade de drogas, além de arma de fogo e dinheiro em espécie. No local, foram apreendidos quatro tipos de entorpecentes — haxixe, maconha, cocaína e ecstasy — além de R$ 6.204 em dinheiro, valor considerado incomum em apreensões desse tipo. A companheira de um dos investigados, que possuía mandado de prisão preventiva por tráfico, também foi autuada em flagrante, já que as evidências indicaram sua participação direta nos crimes.
Outro preso na operação também possuía prisão preventiva decretada por tráfico de drogas e é investigado por envolvimento em uma tentativa de homicídio ocorrida em novembro, no bairro Bias, onde teria atuado como motorista do veículo utilizado no crime.
O caso ganhou ainda mais repercussão após uma nova apreensão no período da tarde. Já recolhido ao presídio, um dos detidos recebeu uma encomenda suspeita enviada pelos Correios. Após procedimentos de segurança, foi constatado que o pacote continha mais um quilo de cocaína, adquirido pela internet pelo valor de R$ 17 mil. Segundo o delegado, apesar de a prática ainda não ser comum na região, já houve registros esporádicos semelhantes.
De acordo com Gilmar Bonamigo, o volume apreendido reforça o papel do investigado dentro da facção criminosa. “Esse cidadão é apontado como o ‘geral’ do PGC na região. Ele não comprava droga para consumo, mas para redistribuição em pontos de venda, as chamadas biqueiras”, destacou. Somente essa quantidade de cocaína poderia gerar um faturamento superior a R$ 100 mil no comércio ilegal.
Com histórico no tráfico desde a adolescência, o preso é considerado uma figura estratégica dentro da facção. Para a Polícia Civil, a prisão representa um golpe significativo contra o PGC, embora o delegado reconheça a dificuldade de desarticular completamente a organização. “Um vai preso, outro já está pronto para assumir. É um trabalho constante”, concluiu.
As investigações continuam, e outros suspeitos que não foram localizados durante a operação seguem sendo procurados. A polícia também apura possíveis ramificações do esquema em outras cidades do estado.




