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Servidor suspeito de desviar R$ 1 milhão da prefeitura de Joaçaba passa usar Tornozeleira Eletrônica

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A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Joaçaba, deflagrou na manhã deste sábado (20) a Operação “Não Se Mexe”, com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra um servidor público municipal suspeito de envolvimento em desvio milionário de recursos públicos.A ação ocorreu no município de Herval d’Oeste, na residência do investigado, um homem de 62 anos.

As diligências contaram com a presença de um oficial de Justiça, responsável por acompanhar as equipes policiais na instalação de uma tornozeleira eletrônica e na notificação pessoal do servidor acerca das medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Caçador, atendendo a requerimento da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba, no âmbito de investigação conduzida em conjunto com o Ministério Público de Santa Catarina.

O procedimento apura possíveis crimes contra a administração pública, após o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC) apontar graves inconsistências nas contas do município de Joaçaba. De acordo com as investigações, o servidor, que ocupava cargo de chefia na tesouraria municipal, é suspeito de transferir recursos da conta da cota-parte do ICMS diretamente para sua conta pessoal. Para ocultar as movimentações, os valores teriam sido mascarados com recursos provenientes de outras contas municipais, como as do Simples Nacional e do IPVA.O prejuízo apurado de forma preliminar, referente aos anos de 2024 e 2025, chega a R$ 1.073.148,64.

Durante o cumprimento dos mandados, o telefone celular do investigado foi apreendido. Como medida para garantir a ordem pública e assegurar o andamento das investigações sem a decretação de prisão preventiva, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas, o monitoramento eletrônico, com restrição de circulação ao município de domicílio, além da proibição de se ausentar da comarca por período superior a 15 dias sem autorização judicial. O investigado também deverá manter o endereço atualizado junto ao Judiciário.

O inquérito policial segue sob responsabilidade da DIC de Joaçaba, que dará continuidade às apurações para o completo esclarecimento dos fatos.