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Jovem que atropelou e matou uma pessoa nas proximidades do CPJ é condenado a mais de 24 anos de prisão

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Momento em que o juiz lê a sentença

Depois de praticamente 9h o juiz criminal do Fórum da Comarca de Joaçaba, Dr. Márcio Umberto Bragaglia fez a leitura da sentença que condenou a 24 anos, 10 meses e 24 dias em regime fechado o jovem Luan Paiva de 23 anos.

O júri aconteceu nesta quinta-feira (19) desde às 9h e por volta das 17h30 por maioria dos jurados, Luan recebeu a sentença pela morte de Andrei Ramos que na época dos fatos, no dia 28 de agosto do ano passado, tinha 16 anos.

A sala do julgamento em todo o momento esteve lotada, com a presença dos familiares dos envolvidos, além de acadêmicos do curso de Direito e também de pessoas da comunidade que queriam presenciar o júri que chamou a atenção de todos, pela forma que aconteceu.

Luan estava sendo acusado pelo Ministério Público (MP), pelas tentativas de homicídio de outros três jovens que estavam com a vítima e foram atingidos pelo carro que ele dirigia, um Jetta com placas de São José do Rio Preto (SP), quando estavam no acostamento da BR-282, nas proximidades do Centro de Promoções de Joaçaba (CPJ), após saírem de um baile de formatura. O corpo da vítima foi achado distante 11 metros do local do impacto, em uma valeta já em óbito com traumatismo crânio encefálico.

Após o atropelamento das vítimas, Luan Paiva evadiu-se do local, adentrando em uma estrada de chão existente a poucos metros do CPJ, indo em direção ao município de Luzerna e, posteriormente, para sua casa com o objetivo de esconder o veículo, que devido ao impacto, teve o para-brisa, o para-lama e o para-choque dianteiros danificados, bem como partes do retrovisor arrancadas e que foram encontradas no local da ocorrência.

Ao final do júri, a mãe de Andrei, Célia Ramos falou sobre o resultado da sentença. “Estava esperando que a pena fosse maior, e gostaria que ele cumprisse todos esses anos sem poder ver ninguém de sua família. Aí seria uma justiça bem feita mesmo”, disse ela.

Já o advogado Álvaro Xavier que atuou na defesa de Luan Paiva afirmou que não deverá recorrer do resultado final da sentença.

Por Julnei Bruno

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