Doadores especiais superam limites para doar sangue e salvar vidas

Carlos e Marcelo são exemplos de superação e de amor ao próximo

Geral
28/07/2015

   É comum ouvir os comunicadores da Rádio Catarinense fazendo apelos e tentando sensibilizar os ouvintes com o objetivo de fazer com que eles se desloquem de forma voluntária até o hemocentro em Joaçaba para doarem sangue. Muitos escutam os apelos, mas ficam inertes como se o problema não fossem deles, afinal no momento gozam de uma boa saúde e se posicionam, inconscientemente, como imunes a qualquer doença grave. Na noite desta segunda-feira, dia 27, jornalistas e convidados que cobriam a apresentação do projeto “Empresa Solidária” no teatro Alfredo Sigwalt, foram levados a uma profunda e necessária reflexão através de dois importantes depoimentos. O destino se encarregou de colocar no palco do teatro dois doadores de sangue especiais que servem de exemplo para todos: Marcelo Roberto Ramos de Água Doce e Carlos Alexandre dos Santos de Joaçaba.

Marcelo é professor aposentado e já fez 32 doações. O detalhe é que ele tem deficiência visual, e depois de vir de Água Doce de carona, usa uma bengala para chegar ao hemocentro onde faz questão de estender o braço às enfermeiras e ao próximo. A visão de amor ao próximo, que falta para muitos, o professor aposentado demonstrou que tem de sobra desde o início da década de 90, quando foi criado o hemocentro. “Hoje eu venho seguido para Joaçaba, desembarco da Van pego minha companheira de trabalho, minha magrela (bengala), exerço minha cidadania tateando as calçadas e obstáculos, chego no hemocentro onde sou muito bem atendido e faço o bem sem olhar a quem” destacou ele.

    Outro exemplo de superação é o jovem Carlos Alexandre dos Santos, morador da rua Sergipe no bairro Santa Teresa em Joaçaba. Tetraplégico ele só consegue se deslocar, e com muita dificuldade, com uso de uma cadeira de rodas. Mesmo morando num local de difícil acesso, e sem ninguém na família com carro próprio, ele aciona um táxi para se deslocar ao hemocentro. Ele conta com ajuda de amigos e vizinhos para colocá-lo e retirá-lo do táxi, mas as dificuldades não fatores limitadores para o ato de solidariedade. “Eu estava na internet, navegando na página do Hemosc no face e vi o trabalho deles e ai me deu vontade de doar”. Ele foi até o hemocentro fez a triagem e passou pela aprovação, se tornando um doador. “Temos que fazer isso não por promoção, hoje eu ajudo amanhã eu posso precisar, é uma sensação boa de saber que nestes poucos minutos posso estar salvando vidas” destacou ele.

 O movimento de Carlos e a visão de Marcelo são exemplos motivadores para a grande parcela da população que sabe da importância do ato, mas fecha os olhos ou não movimenta as pernas rumo ao hemocentro. Fica a reflexão.

Assista entrevista com eles

Por Marcelo Santos

Fonte: Rádio Catarinense
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