Geral
14/05/2012 A Terceira Câmara Criminal decidiu, por unanimidade, aumentar a pena de Antonio Aluir Luciano da Rosa, condenado no dia 10 de junho de 2011 em júri popular realizado em Joaçaba a 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado pela morte de Sérgio Luis Cesca, 38 anos, Vermarino Alves dos Santos, 55 anos, e o enteado dele Claudecir Enor Bueno, 31 anos.
O crime aconteceu no dia 24 de dezembro de 2008 na linha Vista Alegre, interior de Água Doce. Inconformadas com a pena, as assistentes de acusação Inês Bueno e Juliana Cristina Scolaro apelaram pedindo o aumento da pena para o acusado em mais ¾ (três quartos), resultando em 28 anos de prisão, que foi aceito pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, inclusive com parecer do procurador Paulo Roberto Speck, favorável apenas ao recurso interposto pelas assistentes de acusação, já que Antonio também entrou com recurso solicitando a anulação do julgamento, porém, o pedido não foi acatado pela côrte.
Segundo o processo, Sérgio era proprietário da fazenda “Pai Egídio", onde criava suínos. No local trabalhavam Vermarino e seu enteado Claudecir Enor Bueno e também Antonio, todos encarregados pelos serviços gerais no local. No dia do crime, uma quarta-feira véspera de Natal, por volta das 15h30, Antonio, após ter um acesso de raiva, armou-se com um revólver calibre 38 e saiu em meio à propriedade rural à procura das vítimas.
Antes, porém, ao passar em frente à casa habitada por Inês Bueno e Fernanda Fátima dos Santos, após ofender a primeira, sacou da arma de fogo que portava e efetuou diversos disparos, tendo atingido a porta e a parede da moradia. Em seguida o réu recarregou a arma e rumou até o galpão onde estavam Vermarino e Claudecir.
Tão logo chegou ao local, Antônio já sacou da arma de fogo e gritou para Vermarino: "este é o teu presente de Natal". Em seguida efetuou vários disparos contra este, acertando três deles em Vermarino, um na região do pescoço, um no abdômen e um no tórax. O réu só parou de atirar quando esta vítima caiu ao solo.
Em seguida atirou duas vezes contra Claudecir, acertando-lhe um dos disparos na região torácica. Claudecir ainda correu, mas acabou caindo alguns metros. Antonio então carregou novamente a arma de fogo e embarcou na sua caminhonete S-10 que estava parada em frente da casa onde morava. Então rumou até o escritório da propriedade, distante aproximadamente um quilômetro do local.
Lá chegando, investiu contra o patrão, Sérgio, que só teve tempo de dizer: "calma Antonio!". Em seguida o réu desferiu vários disparos contra o corpo de Sérgio, acertando-lhe sete deles, sendo que a vítima caiu ao solo praticamente morta, próximo à escadaria que dá acesso ao escritório. Antonio ainda atirou contra a lataria de um veículo Fiat Ducato que estava estacionado nas proximidades. Por fim, o acusado abandonou seu veículo S-10 e fugiu do local, embrenhando-se em um matagal.
Por dias ele esteve foragido, sendo preso apenas em 08 de janeiro de 2009. Ainda conforme os autos, o réu resolveu matar o patrão e os dois companheiros de trabalho simplesmente porque eles estavam desconfiados que Antonio estava furtando suínos da fazenda e fizeram comentários a esse respeito. Após a prática do triplo homicídio, a polícia descobriu que o réu realmente havia furtado alguns suínos do patrão e os entregou para um morador de Tangará engordá-los e vendê-los, repartindo o lucro a ser obtido ilicitamente.
Foto: Juanna Figueiredo
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