Mulheres que acusam advogado de assédio sexual concedem entrevista a Rádio Catarinense

Vítimas relatam em detalhes como aconteceram os fatos

Geral
29/05/2015

   Um grupo de mulheres de Capinzal criou coragem e decidiu denunciar um advogado do município que está sendo investigado por assédio sexual. São histórias semelhantes guardadas no anonimato há anos e que agora estão sendo tornadas públicas com objetivo de que os fatos sejam devidamente apurados na forma da lei. Na noite desta sexta-feira (29) o grupo de mulheres que teria sido vítima do advogado rompeu o silêncio durante entrevista concedida ao repórter Paulo César (PC). Foi a primeira manifestação pública. Elas concordaram em gravar entrevista desde que suas identidades fossem preservadas. Os depoimentos mostram “modus operandi” parecido nas cinco vítimas ouvidas pela Rádio Catarinense.

   Uma das mulheres relatou que em 2003 ficou um período sem receber salário na empresa onde trabalhava, e sem condições de pagar o aluguel, ficou com medo de ser despejada. Fragilizada com a situação ela procurou pelo advogado que foi indicado por amigos. A mulher contou que logos nas primeiras visitas ao escritório notou uma mudança de comportamento do advogado. “Eu ia no escritório, ele fechava a porta, trancava e tentava me passar a mão, nos seios, nas partes íntimas” disse ela. Segundo a vítima o advogado usava de chantagem para tentar algo mais. “Se você não sair comigo, eu vou fazer você perder o processo e me disse inclusive que me emprestava o dinheiro, mas eu teria que ir com ele” comentou a mulher. Segundo ela, numa determinada ocasião a secretária e outro advogado a encontraram desesperada. “Um dia o assédio foi tanto que eu saí porta afora e encontrei a secretária que me deu água e também o dr  (.....) que disse ele era assim e eu disse que era pra ele colocar uma câmera” lembra a vítima.

  O outro caso de suposto assédio teria ocorrido, também no interior do escritório, há cerca de 7 anos. Uma outra vítima relatou a Rádio Catarinense que logo que após uma conversa inicial na sala o advogado saiu de traz da mesa e sentou ao seu lado, passando de imediato a reagir com carícias nos seios e partes íntimas. “Ele fazia carícias e daí abriu o zíper da calça e eu sai porta afora e não voltei mais falar com ele” contou ela.

  O caso, que está sendo investigado pela polícia, tem várias supostas vítimas. Com vergonha, receio e medo as mulheres cada uma guardaram suas histórias por anos até que aos poucos elas foram descobrindo os casos e decidiram se unir em busca de justiça.

   A Central de Jornalismo da Rádio Catarinense há alguns dias manteve contato com o referido advogado, cujo nome é mantido em sigilo em razão do segredo de justiça, oportunizando ao mesmo espaço para que ele pudesse se pronunciar. Ele disse que um advogado de Porto Alegre, que cuida do processo, faria contato o que não aconteceu até hoje.

   Pelo menos 12 vítimas já procuraram a Justiça para denunciar o caso que está sendo apurado através de um inquérito policial. Dois advogados de Joaçaba foram contratados e representam as mulheres no processo. Eles consideram os fatos graves e entendem que o acusado, especializado em causas trabalhistas, pode ser excluído dos quadros da OAB.

   A Rádio Catarinense segue a disposição do acusado para eventuais esclarecimentos.

Por Marcelo Santos

Fonte: Rádio Catarinense
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