Delegado Daniel Régis confirma que Mariane Telles foi morta por asfixia

O autor do crime confessou que usou um fio de nylon

Geral
17/05/2015

Por volta das 18h deste domingo, o delegado regional da Polícia Civil da Comarca de Joaçaba, Dr. Daniel Sá Fortes Régis concedeu entrevista coletiva à imprensa, repassando mais alguns detalhes sobre a morte da jovem Mariane Telles que aconteceu no dia do seu desaparecimento, ou seja, 15 de março. Um mês após o registro do desparecimento um corpo foi encontrado numa estrada vicinal que liga os municípios de Jaborá e Catanduvas. Posteriormente foi confirmado tratar-se da jovem que residia em Herval d´Oeste e estudava no Senai, quando do registro do crime.

Após as investigações, na sexta-feira (15) o delegado apresentou o autor confesso. Trata-se de Vagner Fernandes do Nascimento de 22 anos, que trabalhava no Senai como jardineiro contratado por uma empresa terceirizada. Naquela oportunidade, o delegado regional repassou algumas informações, deixando outras para logo após a reconstituição do crime, o que acabou acontecendo neste final de semana.

“Começamos no sábado (16) no período das 14h às 21h e demos sequência no domingo (17) entre 9h e 13h e conseguimos fazer todo o trabalho com a nossa equipe do Setor de Investigação. As dúvidas que tínhamos foram esclarecidas por ele no local, em especial, a forma da morte que aconteceu por asfixia, haja vista que ele usou um “torniquete” que é um fio de nylon amarrado a um pedaço de madeira para conseguir seu intento”, disse o delegado.

Em suas afirmações, Dr. Daniel Régis fez questão de deixar claro que Vagner e Mariane tinham uma amizade e não um caso amoroso como o jovem chegou a afirmar. “Nesse caso ele mentiu. Em nenhum momento isso ficou comprovado”.

Vagner Fernandes afirmou em seu depoimento de sexta-feira que matou a menina no dia em que ela desapareceu ainda dentro da unidade do Senai, sendo que enrolou o corpo num tapete vermelho e posteriormente levou até o local onde foi encontrado 30 dias depois por algumas pessoas que recolhiam pinhão.

“Ele relatou que conhecia o local do crime e que tinha esperança de que o corpo não fosse encontrado, porque o movimento de veículos e pessoas naquela região é pequeno e também porque seus familiares morarem nas proximidades”.

O relatório final deste crime deverá ser concluído no prazo de 20 a 30 dias e posteriormente entregue ao poder judiciário. Já o que foi apresentado à imprensa e que estava enterrado próximo ao corpo de Mariane Telles será remetido para a perícia.

“Devo indiciar o Vagner do Nascimento por homicídio qualificado, por ocultação de cadáver e por tentativa de estupro já que não houve a consumação”, resumiu o delegado, afirmando também que outras circunstâncias da morte não serão divulgadas, “porque isso faz parte do inquérito policial”.

Finalizando, Dr. Daniel Régis confirmou que continua a investigação para encontrar o celular da Mariane Telles, que no depoimento de Vagner, ele teria quebrado. “Vamos tentar achar os restos do aparelho aonde ele disse que quebrou, para não termos nenhuma dúvida”.

Por Julnei Bruno

Fonte: Rádio Catarinense
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