Geral
27/04/2015 Uma ex-moradora da cidade de Jaborá foi presa neste mês, no último dia 9, no município de Rio Branco, no Acre. Verônica Campagnolo estava sendo procurada por ter sido condenada há mais de 12 anos de prisão por ter matado seu esposo Ademar Campagnolo em maio de 1997 com um tiro de rifle, calibre 22 em sua cabeça. A prisão dela foi possível, devido a um trabalho das polícias civil de Santa Catarina e do Acre.
Verônica que foi levada à juri popular foi condenada na oportunidade por unanimidade dos integrantes do Conselho de Sentença e deveria ter cumprido a pena de 12 anos e 6 meses de reclusão por homicídio qualificado e pela utilização de recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa do seu marido, com agravante de crime praticado contra o cônjuge.
Os advogados de Verônica apelaram da condenação mas o pedido foi negado sendo transitado e julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJ/SC), o que fez com que ela cumprisse a pena, não fosse a fuga.
O delegado do município de Catanduvas, Bruno Boaventura confirmou que a informação da foragida foi repassada ao Setor de Inteligência da Polícia Civil do Estado pelo diretor da Segurança Pública no Acre, delegado Alexandre Kale. “Verônica levava uma vida normal há pelo menos 3.500 quilômetros de distância do local do crime”. A acusada será transferida para a região e cumprirá a pena no presídio regional de Joaçaba em data a ser confirmada
O crime
O crime aconteceu no dia 15 de maio do ano de 1997, na linha São Lourenço, Município de Jaborá e agora, finalmente, a culpada irá pagar a sua pena. Conforme as investigações realizadas à época e descritas no procedimento de investigação, Verônica, “com a ajuda de um terceiro colaborador não identificado, agindo de maneira premeditada, dificultando a defesa do ofendido e por motivo torpe, e munida de um rifle, calibre 22, desferiu um disparo contra a cabeça da vítima Ademar Campagnolo, seu marido, causando-lhe a morte. Segundo se apurou, a denunciada, com a intenção vil e repugnante de ficar desempedida das obrigações matrimoniais, livre para ostensivamente assumir seus relacionamentos extraconjugais, premeditadamente, em seu planejamento homicida, no dia 13 de maio de 1997, adquiriu com a Sra. Almerinda Maria Parisoto Cadare 10 (dez) comprimidos de Lexotan 6 mg. No dia do crime, após manipular a vítima, a acusada ministrou-lhe um ou mais dos comprimidos acima mencionados, causando sonolência e tonteira, certamente com o objetivo de dificultar qualquer reação por parte da infeliz vítima, que foi conduzida até a cama do casal. Imediatamente, com desígnio homicida, objetivando dissimular a autoria criminosa, dirigiu-se com seus filhos para o trabalho cotidiano da roça. Todavia, em um determinado momento, a denunciada após separar-se de seus filhos, que continuaram em direção ao pasto, retornou a sua residência, onde, com a ajuda de um de seus amantes, covardemente, desferiu um certeiro e fatal disparo de arma de fogo contra o crânio de seu marido”, justificou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP).
Por Julnei Bruno
Foto: Divulgação/Polícia Civil
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