Geral
09/05/2012 A família Fávero, que foi vítima de tentativa de homicídio no dia 12 de abril em Alto Andrade, interior de Jaborá, prestou depoimento na Delegacia de Polícia na tarde desta terça-feira (8) em Vargem Bonita. A primeira a depor foi Fernanda Cristina, ex-mulher de Sandro Motta, autor dos disparos de arma de fogo que atingiram ela e o pai Gilberto Luiz. A mãe Clair levou coronhada na cabeça. A filha Laura, de quatro anos, também foi ferida a bala.
Na saída da delegacia, Fernanda concedeu entrevista à Rádio Catarinense falando sobre o relacionamento com Sandro e o que aconteceu na semana do crime. Ela disse que na semana do crime, na segunda-feira (09.04) à noite, Sandro teria ameaçado com uma espingarda a mulher que estava com a filha nos braços do lado de fora da casa. Ela acredita que a maioria dos vizinhos escutaram os gritos de socorro, depois disso ele se aclamou, foram jantar fora para acalmar a filha que estava assustada com a situação.
Na terça-feira de meio-dia uma vizinha ligou para Clair para conferir o que havia acontecido, que até então ninguém havia visto briga alguma. Nesse dia houve discussão quando os pais de Fernanda chegaram na casa, ela pegou roupas e foram para Campina da Alegria, interior de Vargem Bonita, na casa dos pais.
Na quinta-feira de manhã, Fernando ligou para uma vizinha para ter notícias sobre Sandro. Informada que ele aparentava estar abalado pela briga, mas calmo, ela ligou para Sandro informando que ia até Jaborá. Por telefone ele disse que não queria receber Gilberto e Clair. Em poucos minutos de conversa na propriedade, Fernanda pediu dinheiro para comprar leite e fraldas para os filhos. A conversa iniciou na parte da frente da casa e terminou nos fundos, onde aconteceram os disparos.
Fernanda ressaltou que a família Fávero tem uma conduta íntegra, o pai é funcionário da Casan e a mãe é professora aposentada. Ela confirmou que estava em processo de separação, por motivos, de acordo com ela, da situação insustentável que vinha mantendo com o ex-companheiro.
Segundo ela, o ex-companheiro tinha medo que fosse perder o patrimônio acumulado ao longo dos seis anos que viveu com ela em Verona, na Itália, onde conheceu ele e tiveram a filha. Ele dizia, conforme Fernanda, que a família se “intrometia” demais no relacionamento dos dois. O segundo filho do casal nasceu já no Brasil.
A propriedade em Alto Andrade foi adquirida com o dinheiro juntado pelo casal. Sandro trabalhava como construtor na Itália. Indagada sobre como era o relacionamento de pai e filhos, Fernanda resumiu em indiferença o sentimento paterno. Ela negou que a família Fávero tivesse arma de fogo e disse acreditar que Sandro realmente atirou de forma intencional na própria filha. E completou dizendo que teme pela segurança da família em uma eventual soltura do ex-companheiro.
Sandro Mota está detido preventivamente no Presídio Regional de Joaçaba depois de ter se apresentado à polícia dois dias após o crime. O advogado dele, Daniel Meira, ingressou com um pedido de revogação da prisão no fórum da comarca de Catanduvas. O requerimento ainda não foi apreciado pela Justiça. A defesa da família Fávero é feita pelo advogado Emílio Gilmar Guerreiro.
Em paralelo ao processo criminal por tentativa de homicídio, corre também na Vara Cível da comarca de Catanduvas a alienação dos bens em nome de Sandro, em virtude da separação com Fernanda. No sábado (12) completa um mês do crime.
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