Acidente com ônibus da empresa Reunidas deixa várias pessoas mortas e muitos feridos

Muitos estão internados na UTI de hospitais do Estado

Geral
12/01/2015

Dois passageiros do ônibus que caiu em uma ribanceira na Serra catarinense na madrugada de domingo (11) continuam internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com assessoria jurídica da empresa Reunidas, até as 6h30 desta segunda-feira (12), 11 pessoas seguiam internadas, sendo uma criança. Nove pessoas do Rio Grande do Sul morreram no acidente em Alfredo Wagner. Um dos passageiros que está na UTI é Gustavo Vidor de Assis, de Passo Fundo, que está internado no Hospital Regional São José. A outra passageira está na UTI do Hospital Universitário de Florianópolis. Segundo uma das enfermeiras da Unidade de Terapia Intensiva, Loreci Kurz, também de Passo Fundo, havia sido encaminhada inicialmente para a emergência, mas no domingo (11) foi encaminhada para a UTI. Os hospitais não passaram informações sobre o estado de saúde dos pacientes. Hoje pela manhã, o Hospital Infantil Joana de Gusmão não confirmou o número de crianças internadas na unidade. Um dos passageiros que estava na UTI até a tarde de domingo foi liberado ainda no início da noite. De acordo com o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, ele foi para o quarto antes das 20h. Três pessoas estão internadas na unidade. Os corpos das 9 vítimas começaram a chegar na madrugada desta segunda-feira (12) a Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, município de origem da maioria dos passageiros do coletivo, e para outras cidades do interior do estado. Os velórios ocorrem pela manhã e os corpos devem ser sepultados à tarde. O acidente aconteceu por volta das 3h20, no km 109,8 da BR-282, em Alfredo Wagner. O veículo da empresa Reunidas saiu de Posadas, na Argentina, às 11h30 de sábado (10) e tinha como destino Florianópolis, com chegada prevista para 6h de domingo. O ônibus caiu em uma ribanceira de 50 metros em Alfredo Wagner, segundo a PRF. As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil. Sete pessoas - três mulheres, uma adolescente de 15 anos e três homens, dos quais um era motorista - morreram na hora e outras duas mulheres chegaram a ser internadas no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, mas não resistiram aos ferimentos. Elas foram levadas ao IML de Florianópolis.

Além do motorista, o ônibus levava 40 passageiros, segundo a Reunidas. A assessoria afirmou que duas equipes da empresa foram até o local do acidente prestar assistência às vítimas. Conforme a empresa Reunidas, as pessoas que saíram ilesas do acidente foram levadas para um hotel em Florianópolis. De acordo com a PRF, os feridos estão no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, também na capital, Hospital Florianópolis, Universitário (HU), Hospital Regional de São José, Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, e Hospital Nossa Senhora das Graças, em Bom Retiro. A PRF divulgou os nomes dos 21 passageiros que foram internados. A lista está disponível no site da PRF.

Confira a lista de mortos:

Marcos Rudimar Lopes Machado, 53 anos, de Passo Fundo - era o motorista e morreu no local

Arlindo Biermann Rosa, 65, de Soledade, passageiro; morreu no local

Rubiane de Castro Carvalho, 29, de Passo Fundo, passageira; morreu no local

Ilaine Kurz, 42, de Passo Fundo, passageiro; morreu no local

Marilaine Teixeira Schroeder, 31, de Passo Fundo, passageira; morreu no hospital

Rosane Schneider, 25, de Carazinho, passageira; morreu no hospital

Natalia Anhaia da Silva, 15 anos, de Soledade, passageira; morreu no local

Pedro Paulo Schawb, idade não divulgada, de Soledade, passageiro; morreu no local

Marione Kochenborger, 46 anos, de Carazinho; passageiro, morreu no local.

Segundo o Instituto Geral de Perícias de Lages, todos os sete mortos no local já foram identificados. No início desta segunda-feira (12) os corpos já haviam sido liberados.

Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira, o advogado da Reunidas, Vinicíus Marins, informou que o ônibus que se acidentou em Alfredo Wagner estaria trafegando a uma velocidade de 70 km/h, conforme informações extraoficiais. Um funcionário da empresa, que teria ido ao local acompanhar o socorro às vítimas, teria visto o tacógrafo e comentado com colegas da Reunidas. Ainda de acordo com Marins, os ônibus da empresa passaram por uma revisão entre o fim de outubro e o início de novembro de 2014: “A vida útil de um ônibus é, em média, de 10 anos. Todas as empresas tem um programa de manutenção da frota. O nosso ocorre no início da temporada, entre outubro e novembro, quando fizemos uma revisão geral dos veículos”. O ônibus que despencou de um barranco na BR-282, em Santa Catarina, havia passado por essa inspeção, disse o representante da Reunidas. Em relação às queixas expostas por passageiros nas redes sociais, Marins limitou-se a dizer que a Reunidas transporta cerca de 30 mil passageiros todos os dias. O acidente deixou nove mortos e 12 feridos, que foram encaminhados para hospitais da região. A Polícia Civil ainda realiza investigações para verificar a causa do acidente.

“Estou passando mal, alguém me ajuda”. Estas teriam sido as últimas palavras do motorista Marcos R. L. Machado, que dirigia o ônibus que se acidentou em Alfredo Wagner na manhã deste domingo, matando nove pessoas, como relata a passageira Maria Adriana Schwab. Ela viajava para Florianópolis com o recém-marido Pedro Paulo Schwab para duas semanas de lua de mel e recorda que, alguns segundos antes da tragédia, o motorista teria batido na porta que separa a cabine dos passageiros, pedindo ajuda. Maria se machucou no braço esquerdo e na perna direita e passou o dia no hospital Nossa Senhora das Graças em Bom Retiro. Após ser liberada, acompanhou outros parentes no IGP, para reconhecimento do marido. Ainda abalada com a morte de Pedro Paulo, ela acredita que poderia ter se machucado muito mais se não fosse por uma bolsa que levava no colo, que acabou amortecendo a colisão.

(Fotos: Batalhão de Operações Aéreas/Divulgação)

Fonte: G1 Santa Catarina
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