Venda Frustrada: Empresário de Joaçaba consegue resgatar caminhão que seria levado para Bolívia

Comprador não transferiu veículo para o nome e joaçabense ficou com financiamento

Geral
19/12/2014

   Aguardando uma brecha da Polícia Civil de Joaçaba (SC), para vir ao Estado buscar o seu caminhão, o empresário Roberto Valter Meyer, de 40 anos, disse ao G1 que passou por meses de agonia. Ele ressalta que fez uma negociação de venda 'frustrada', em maio deste ano, e que a única solução que encontrou foi publicar um anúncio em um site de vendas. “Após a polícia me informar que o caminhão estava em Corumbá, possivelmente seguindo para a Bolívia, eu entrei em desespero porque sabia que jamais o recuperaria. Foram dias de muita agonia e horas sem dormir, quando decidi publicar o anúncio na internet. Coloquei um valor simbólico de R$ 25 mil no veículo, chamando a atenção. Então recebi muita ajuda dos policiais de Mato Grosso do Sul”, afirma o empresário.

 Entre inúmeras ligações, ele conversou com o delegado da Delegacia Especializada de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos (Defurv), Valmir Moura Fé. “Ele entrou em contato com um investigador de Corumbá e eles fizeram buscas até achar o caminhão. Foi uma grande lição para mim, que sou comerciante, pois acreditei na conversa de um senhor e na verdade ele cometeu o crime de apropriação indébita”, comenta o empresário.

 Na ocasião, a vítima diz que colocou o caminhão a venda por conta do alto valor das parcelas. “O caminhão era financiado e ainda faltavam muitas parcelas de R$ 4,5 mil. Então fiz o negócio com um senhor, que me repassou um carro de R$ 30 mil e mais R$ 20 mil em dinheiro. Ele então repassaria o veículo para o seu nome, mas isso nunca aconteceu e eu precisei continuar a pagar as parcelas”, explica o empresário.

A vítima tentou manter contato com o suspeito, tanto por telefone, como por mensagens e e-mail. “Ele não respondia nada e eu procurei a Justiça, sendo que continuei a pagar as parcelas porque a minha empresa estava com o nome restrito. Fiquei nervoso, sem comer e procurei o anúncio como saída. Hoje vejo que foi a melhor coisa que eu fiz”, avalia o empresário.

Negociação
Ao que tudo indica, conforme a polícia, o veículo seria negociado por, no máximo, R$ 60 mil na Bolívia. Agora, com a chegada da vítima, um inquérito será instaurado para dar continuidade as investigações. O suspeito não foi localizado.

Fonte: G1
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