Geral
30/04/2012 A tuberculose está dizimando rebanhos bovinos e deixando em estado de alerta criadores na região do Meio-oeste catarinense. Após receber a informação de que focos da doença estão se espalhando, a Central de Jornalismo da Rádio Catarinense foi a campo conferir a situação. Nesta quinta-feira, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) em Florianópolis confirmou que três propriedades foram interditadas na Ammoc e estão sendo monitoradas pela Secretaria Estadual de Agricultura: em Herval D' Oeste, Água Doce e em Ouro.
De acordo com a Cidasc, na propriedade localizada no distrito de Santa Lúcia em Ouro foram seis animais; em Água Doce três processos na mesma propriedade localizada na linha Heberle, totalizando 48 bovinos. E na linha Serra Alta, interior de Herval D' Oeste foram sacrificados 33 animais. A reportagem da Catarinense esteve na propriedade onde surgiu o foco da tuberculose em Herval. O criador, cujo nome será preservado, relata que das 33 vacas leiteiras restaram apenas três. Ele conta sem esconder o desânimo que produzia em média 300 litros de leite por dia e agora ficou numa situação difícil. Os animais foram levados para o abate no dia de ontem em um frigorífico de Timbó, no Médio Vale do Itajaí. Ouça o relato
Ressarcimento
A Secretaria Estadual da Agricultura possui o Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) onde uma comissão avalia os animais para ser paga indenização ao produtor. O preço do quilo de abate pago pelo governo é de acordo com a tabela definida pelo Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa). O criador de linha Santa Clara em Herval D' Oeste questiona o valor pago pelo Governo do Estado, de R$ 3,30 o quilo. Segundo ele, o montante é insuficiente para cobrir não o custo com os animais.
Risco à saúde
O diretor técnico da Cidasc em Florianópolis, João Marques, explica que após a constatação da doença os animais são encaminhados para abate sanitário, já que não existe tratamento para a tuberculose nos animais. O produtor tem direito a indenização para amenizar pelo menos uma parte do prejuízo. Depois são feitos pelo menos mais dois testes até que se obtenha dois resultados negativos de plantel para a propriedade ser liberada. Ele orienta a vacinação do rebanho. Tanto a tuberculose quanto brucelose são riscos para a pessoa que convive com o animal e aqueles que consomem produtos de origem animal, sobretudo leite cru ou queijo com leite não fervido.
Tratamento
Quando constatado o caso de tuberculose a pessoa é orientada a procurar a Unidade Sanitária que vai determinar o procedimento em relação aos exames necessários às pessoas da família ou outras que tiveram contato mais íntimo com os animais para verificação da ocorrência da infecção. A transmissão da doença também pode acontecer pela eliminação da bactéria da tuberculose pelo ar através do espirro do animal, contato com sangue do bovino (inclusive veterinários precisam estar protegidos em partos para não serem contaminados) e apesar de ser raro pode ocorrer também pelo consumo da carne do animal doente, além do contato direto interpessoal.
Diagnóstico em SC
O diretor técnico da Cidasc informa que a partir do mês que vem será feito um inquérito epidemiológico de brucelose e tuberculose no Estado para se ter uma definição da incidência desses casos. O responsável pelo programa de combate à tuberculose na região da Ammoc, Celso Brancher, explica que os principais sintomas são tosse com secreção, falta de apetite, perda de peso, cansaço, febre, suor excessivo, dores musculares, dificuldade na respiração e eliminação de sangue. Ele ressalta que os medicamentos são fornecidos gratuitamente pela Gerência Regional de Saúde. O tratamento tem duração de seis meses.
Tuberculose
A tuberculose, chamada antigamente de "peste cinzenta", e conhecida também como tísica pulmonar ou "doença do peito", é uma doença infecciosa causada pela bactéria conhecida como bacilo-de-koch. Estima-se que a bactéria causadora tenha evoluído a partir de outras bactérias do gênero.
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