Ex-criador de suínos do Meio-Oeste vira dono de empresa que fatura R$ 80 milhões

Moacir Marafon saiu da pequena cidade de Xavantina para se tornar um dos maiores empresários do setor de computação de SC

Geral
27/03/2012

     Os computadores, que mudariam a história do mundo, ainda davam os primeiros passos nos Estados Unidos quando Moacir Antônio Marafon nascia na comunidade de Linha Pinhal Preto, no município de Xavantina, no oeste de Santa Catarina, em 1956. A comunidade era uma colônia rural, pequena e pobre, fundada por descendentes italianos que vieram do Rio Grande do Sul em busca de terras para a subsistência.

 Era esse o cenário da infância de Marafon, que deixou para trás o trabalho em uma criação de suínos e de pequenas colheitas do interior para fundar a Softplan/Poligraph, uma das principais empresas catarinenses de desenvolvimento de software. Em 2011, a companhia registrou um crescimento de 41%, alcançando um faturamento de R$ 88 milhões. A empresa criada em 1990 por ele e outros dois sócios, Ilson Stabile e Carlos Augusto, surgiu em meio ao início do ciclo de informatização no Brasil. As companhias estavam sedentas por soluções de gestão, programas que pudessem integrar diferentes departamentos e agilizar atividades rotineiras, como pagamento de salário de funcionários e fluxo de compras de insumos. Marafon estava no lugar certo e no momento certo. Havia poucos profissionais em Santa Catarina, naquela época, com conhecimento técnico para atender a demanda, o que tornava o Estado um terreno fértil a ser explorado. O grande desafio era obter o conhecimento necessário, já que aulas, livros e cursos de capacitação ainda eram raros.

A carreira de empreendedor de Marafon só foi possível graças às suas habilidades com números e ciências exatas, despertadas já nas primeiras aulas do ensino primário. Na infância, Marafon saltava cedo da cama e ia trabalhar no pequeno sítio da família. A primeira missão era tratar os animais. Em seguida, tomava o rumo da roça para ajudar na lida da terra, plantio ou colheita. No período da tarde, o garoto seguia o caminho da escola, onde começava a criar gosto pelos estudos e colecionar boas notas. O trabalho duro da roça servia apenas para garantir a subsistência da família. Tudo dependia da pequena safra agrícola. A ameça de perdas por questões climáticas era iminente.

“Creio que foi aí que aprendi a correr riscos, algo fundamental para o empreendedorismo. Naquele tempo, a gente plantava apostando, sem saber se ia conseguir colher”, compara.  A válvula de escape estava mesmo na escola, mas a continuação dos estudos precisou contar com o acaso. Depois de completar o quarto ano do primário, aos 11 anos, Marafon ficou sem ter um colégio para frequentar. Até que uma oportunidade inesperada chegou à casa da família três anos depois. O padre da paróquia da cidade foi até os pais avisando que tinha uma vaga disponível para um dos filhos que quisesse frequentar o curso do ginásio, a ser aberto no ano seguinte em Xavantina.

Leia matéria completa

Fonte: Portal IG
* Todos os direitos reservados à Rádio Catarinense.
* Não é permitida a reprodução total ou parcial desta publicação ou de qualquer material que compõem a mesma sem autorização prévia.

ENDEREÇO
Rádio Catarinense AM/FM
Avenida XV de Novembro, 608
Joaçaba-SC
CEP: 89600-000

E-MAILS
Secretaria:
central@radiocatarinense.com.br

Estudio:
estudio@radiocatarinense.com.br

Jornalismo:
jornalismo@radiocatarinense.com.br

Gerência:
gerencia@radiocatarinense.com.br

FONES
Secretaria: (49) 3551-2424
Comunicadores: (49) 3551-2410 / 3551-2411
Jornalismo: (49) 3551-2414

OUÇA A CATARINENSE NO SEU CELULAR

* clique para fazer o download

Radio catarinense AM/FM