Geral
07/12/2012 Um avião Caça modelo AMX da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu na manhã desta quinta-feira (06) no lago da Usina Hidrelétrica de Machadinho no interior do RS na divisa com o município de Zortéa (SC). O acidente aconteceu por volta das 09h30 na comunidade de linha Canudinho em Machadinho.. O aparelho se chocou contra a rede de alta tensão, colidiu contra uma encosta e em seguida explodiu com os destroços caindo no lago. O corpo do piloto do avião, Capitão André Ricardo Halmenschlager, 33 anos, mutilado, foi encontrado dentro do matagal há cerca de 100 metros da margem numa área de difícil acesso. Bombeiros de Capinzal, Joaçaba e Curitibanos estiveram mobilizados na ocorrência.
Testemunhas afirmaram a Rádio Catarinense que o caça estava sobrevoando em baixa altitude, em voo rasante ao lago, momento em que ele atingiu os cabos de energia. Uma das torres que dá sustentação, no lado de SC, ficou inclinada. Três conjuntos de cabos foram rompidos. De acordo com populares foram dois estrondos fortes, quando o avião atingiu a rede e em seguida o solo. A equipe de reportagem da Rádio Catarinense foi uma das primeiras a chegar no local com auxílio de uma lancha. O avião caiu há cerca de 500 metros da balsa. No matagal foram encontrados os restos mortais do piloto e muitas peças do avião que ficou destruído. Impressionados com a cena que haviam presenciado, agricultores que moram as margens do lago, recolhiam peças e entregavam aos Bombeiros e as equipes de buscas.
Moradores de Capinzal-SC, distante cerca de 30km do local do acidente, informaram que o avião da FAB passou pelo município também em baixa altitude e com fumaça saindo na parte traseira. Foram vários relatos desta natureza na região de Capinzal. Galeria de fotos
Capitão André, vítima do acidente nasceu em Ivoti, mas residia com a família em Santa Maria/RS. Ele trabalhava na base há pelos menos 9 anos. Tinha 34 anos, pai de dois filhos: um de 5 outro de 2 anos. Há suspeita que o piloto ejetou antes da queda, mas certeza só mesmo através do laudo da aeronáutica. O corpo do piloto, resgatado por um helicóptero no final da tarde, foi levado para Estância Velha onde será velado e sepultado nesta sexta-feira.
O pescador Cornélio Netto, testemunha, contou como aconteceu o acidente:
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Vídeo mostra local do acidente:
NOTA:
A FAB divulgou nota oficial nesta manhã afirmando que irá apurar as causas do acidente. Confira na íntegra: "O Comando da Aeronáutica lamenta informar que por volta das 9h40 desta quinta-feira (06/12), uma aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), modelo A-1 (AMX), caiu em Piratuba (SC), nas proximidades da Usina de Machadinho. O Capitão Aviador André Ricardo Halmenschlager, piloto da aeronave, faleceu no acidente. A aeronave era do 1º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação (1º/10º GAV), sediado na Base Aérea de Santa Maria (RS), e estava em missão de treinamento operacional. O Comando da Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os possíveis fatores que contribuíram para o acidente. Brasília, 6 de dezembro de 2012 - Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica".
O comandante da Base Aérea de Santa Maria (Basm), coronel aviador Davi Alcoforado, falou em entrevista coletiva que a aeronave Black Hawk AMX foi adquirida pela Basm em 2000 e estava na metade da vida útil dos equipamentos. Segundo ele, o Caça apresentava bom estado de conservação e passava por constante manutenção.
O AMX – Avião de R$ 40 milhões
Avaliado em R$ 40 milhões, O AMX International AMX, ou simplesmente AMX é um avião de ataque ar-superfície usado para missões de interdição, apoio aéreo aproximado e reconhecimento aéreo. Foi desenvolvido pelo consórcio internacional AMX Internacional. Na Força Aérea Brasileira, ele é designado A-1. Na Itália, ele tem o apelido de "Ghibli". O AMX é capaz de operar em altas velocidades subsônicas a baixa altitude, tanto de dia quanto de noite, e se necessário, a partir de bases pouco equipadas ou com pistas danificadas. O caça conta com relativamente baixa assinatura em infravermelho e reduzida secção frontal ao radar, para melhorar seu percentual de sucesso nas missões. A auto-defesa é proporcionada por mísseis ar-ar, canhões integrados e sistemas de contramedidas eletrônicas.
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