Geral
01/12/2012 Uma cena triste vem chocando moradores de Ponte Serrada e região nos últimos dias. A secagem de um alagado, em um terreno da empresa Vacaro, no interior de Ponte Serrada, provocou a morte de milhares de peixes nesta semana. Valas abertas nas margens do local estão servindo para o depósito dos animais. Segundo informações, dezenas de milhares de peixes acabaram morrendo em decorrência do baixo nível da água. A maioria dos peixes é de grande porte.
Na tarde desta quinta-feira, dia 29, a Polícia Militar Ambiental, após denúncias anônimas, foi ao local e realizou um levantamento. As autoridades ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso. No entanto, especula-se que os responsáveis devam sofrer algum tipo de punição. Proprietário do local, Silvano Vacaro alega que a secagem ocorreu naturalmente. Segundo ele, a falta de chuva causou o cenário desolador. “Faz 14 meses que não chove. Isso não foi uma ação humana. Eu tenho uma usina hidrelétrica e o nível da barragem foi baixando. Quando constatamos o nível muito baixo nessa semana, fechamos o registro (vazão), mas aí já era tarde”, justifica. A usina da empresa é responsável por gerar energia para a classificação de maçãs e alimentar a câmara fria. Com a estação parada, Silvano aponta estar arcando com despesas elevadas para manter os serviços. “A energia está sendo gerada com 500 litros de combustível por dia”, afirma.
Sobre a morte dos peixes, o proprietário diz que ainda não há um levantamento específico. No entanto, na versão dele, os animais do alagado foram colocados no local e não seriam peixes nativos. “Vamos deixar fechado no mínimo uns seis meses para que encha novamente”, garante Silvano. A Secretaria de Meio Ambiente de Ponte Serrada também está atuando no caso. O diretor Sandro Pereira diz que, apesar de não ser competência do setor – já que órgãos como a Polícia Militar Ambiental e a Fatma estão avaliando o caso – já manteve contato com os responsáveis.
De acordo com Sandro, a versão apresentada pelos donos foi a mesma relatada à reportagem: que o esvaziamento do alagado ocorreu de forma natural. “A Secretaria está atuando também para amenizar os danos e ajudar a recuperar aquele espaço”, pontua. Vários moradores ainda se arriscam a levar peixes que estão vivos em meio aos cardumes já mortos. Para Sandro, os riscos à saúde aumentam a cada dia. “A água fica cada vez mais contaminada. Por isso, pedimos para que as pessoas não tomem essa atitude”, aconselha o diretor.
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