Geral
17/09/2012 A Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC) registra em Joaçaba um alto índice de ocorrências de queda de energia elétrica causadas pela ave chamada João-de-Barro. Isso acontece quando o João-de-barro faz sua casa na estrutura da cruzeta do poste, a menos de 15 centímetros do isolador. Quando o pássaro toca o isolador com o corpo ou com a casinha, ocorre o curto-circuito na rede de alta tensão e que leva à morte. A informação foi confirmada pela chefe da Agência Regional da Celesc em Joaçaba, Marilene de Lima. Segundo ela, neste ano foram registradas em média 406 ocorrências por mês de interrupções de energia, sendo que 280 foram causadas pelo João-de-Barro. Diante disso, a Celesc fez um trabalho em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que autorizou a remoção de alguns ninhos de João-de-barro. “Então a Celesc além de se preocupar com a normalidade no fornecimento de energia, também está preocupada com a integridade do pássaro”. O IBAMA forneceu a autorização à Celesc, com exigência de uma RT (Autorização de Responsabilidade Técnica), e através dela foi efetuada a retirada de alguns ninhos, obsrvando sempre se dentro dele não existem ovos ou filhotes.
Marilene de Lima salienta que a Celesc também está instalando inibidores de João-de-barro, que é um suporte colocado a 15 centímetros distante da cruzeta, obrigando o pássaro a construir sua casa no meio dos dois inibidores, desta forma, não interrompendo o fornecimento. “Está sendo priorizada a retirada dos ninhos já existentes nos troncos de alimentadores dos municípios e nos ramais que possuem maior incidência”. A chefe da Celesc reitera que todas as ocorrências de queda de energia causadas pela ave são comprovadas, como a causa meio-ambiente/animal. “A gente chega lá no poste em que o consumidor reclamou do problema, e infelizmente a gente encontra o João-de-Barro já morto”. A chefe da Celesc informa que as regiões com mais ocorrências são em Campos Novos com 37, Joaçaba com 35, e Herval d'Oeste com 32. E a maior duração que a Celesc conseguiu detectar por ocorrência do João-de-Barro foi em Erval Velho com 18, ficando em torno de 1 hora e 40 minutos em função desses registros.
Ouça entrevista com a chefe da Celesc em Joaçaba:
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