Geral
19/07/2012 A suspeita de que uma pessoa estava sendo velada viva causou alvoroço nesta quarta-feira (18) em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Familiares e amigos se despediam de uma mulher de 53 anos quando foram alertados por um padre sobre a possibilidade dela ainda estar viva. Foi o suficiente para provocar correria e despertar esperanças que acabaram não se confirmando.
O óbito da mulher havia sido atestado na noite de terça-feira (17), após ela passar vários dias internada em decorrência de complicações de um enfisema pulmonar. Um padre foi chamado à Capela Mortuária do Bairro Caravágio para oferecer a extrema-unção. Segundo o relato de testemunhas, o religioso disse que o corpo da mulher ainda estava quente. Ao aproximar seus óculos do rosto dela, as lentes teriam ficado embaçadas.
Desesperados, familiares e amigos da vítima solicitaram a presença do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade. Apenas enfermeiros foram até o local e afirmaram que, de fato, a mulher estava morta. Não satisfeitos, os parentes da mulher pediram a presença de um médico no local, para tirar de vez a dúvida.
Plantonista do Hospital de Osório, o médico Saleh Abdalla Junior foi até a capela mortuária no final da manhã e, depois de alguns exames, decretou que o óbito estava realmente consumado. “Quando eu cheguei, todos estavam em pânico. Fiz todos os exames. A mulher estava sem frequência cardíaca, sem pressão arterial, com enrijecimento da musculatura, a pupila dilatada e com as extremidades frias. Estava realmente morta”, contou o médico ao G1.
De acordo com o médico, a suspeita surgiu provavelmente por causa de um ar-condicionado que estava ligado na direção do caixão onde a mulher era velada. O ar quente que embaçou os óculos do sacerdote teria saído da máquina. “Ninguém quer perder um familiar. Então, com a dúvida que se criou, o desespero foi normal. Infelizmente, a mulher estava mesmo morta”, declarou o médico. “O padre achou que tinha ressuscitado ela”, brincou.
O religioso não foi encontrado pela reportagem para comentar o caso.
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