Geral
12/06/2012 O juiz da comarca de Catanduvas, Sancler Adilson Alves, negou o pedido de revogação da prisão preventiva ingressado em favor de Sandro Motta, 27 anos, acusado de atirar contra a mulher Fernanda Cristina Fávero, sogro Gilberto Luiz Fávero, a filha Laura de quatro e agredir a sogra Clair Maria Fávero em Alto Andrade, interior de Jaborá no dia 12 de abril deste ano. O pedido do advogado Daniel Meira era baseado nos argumentos de que Motta não oferece risco à ordem pública, à instrução processual, à aplicação da lei penal, que a repercussão social não seria fundamento válido, e que possui bons antecedentes.
“Verifico que as partes apresentam versões antagônicas dos fatos, o que demandará uma instrução judicial criteriosa a fim de se apurar o que realmente ocorreu no dia dos fatos. A prova indiciária demonstra que o acusado disparou cerca de 6 vezes contra as vítimas devido a animosidade familiar. Revela, ainda, que no dia dos fatos houve um desentendimento entre o acusado e as vítimas. Assim, é bem possível que as testemunhas e mesmo as vítimas sejam constrangidas antes do início do contraditório judicial”, aponta trecho da decisão divulgada nesta segunda-feira (11). A promotoria de Justiça se manifestou contrária ao acatamento do recurso, apresentado no último dia 6. Sandro Motta está detido preventivamente no Presídio Regional de Joaçaba desde o dia 17 de abril.
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