Geral
11/06/2012 A Justiça de Joaçaba negou dois pedidos apresentados pela defesa de Marisa Hoffmann, que jogou a filha recém-nascida no Rio do Peixe sobre a passarela Atílio Pagnonceli que liga Joaçaba e Herval D’ Oeste no dia 27 de janeiro deste ano. Um solicitava a revogação da prisão preventiva da ré ou, alternativamente, a prisão domiciliar dela. Denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado (motivo torpe, asfixia e meio que dificultou a defesa da vítima), o juiz Márcio Umberto Bragaglia apontou que o processo é “muito delicado”, pois a defesa alega no processo que a acusada agiu no chamado “estado puerperal”, o que teria influenciado a atitude no dia seguinte ao parto, sendo configurado o crime de infanticídio. “A própria acusada justificou sua conduta criminosa em termos de medo das repercussões sociais, medo de chegar em casa com a filha depois de ter ocultado a gravidez da família. Isso mais se assemelha, em minha ótica, à torpeza da motivação do crime nos termos descritos na denúncia do que à suposta influência de um estado puerperal ainda controvertido, que conta nos autos com opiniões médicas favoráveis e desfavoráveis”.
A fundamentação do magistrado também teve como base depoimentos, como o da médica pediatra do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) que acompanhou o parto. “Chamou-me a atenção o depoimento da médica pediatra que acompanhou o parto, noticiando que já viu muitas vezes mulheres com sintomas de rejeição de seus filhos devido ao conhecido estado puerperal, mas que no caso da acusada nada de anormal notou. Observe-se que o mesmo foi dito por toda a equipe de enfermagem que atendeu a acusada e a vítima antes, durante a após o parto: não perceberam distúrbios ou anormalidades no comportamento da acusada”, diz trecho da decisão.
Por fim o magistrado destaca que Marisa afirmou que já atentou por duas vezes contra a própria vida. “O laudo psicológico registra que estão presentes em sua conduta e personalidade características de irritabilidade e agressividade, ameaças concretas, portanto, à ordem pública”. A pena para infanticídio vai de 2 a 6 anos, e a de homicídio pode ir até 30 anos. Marisa Hoffmann está recolhida em cela isolada no Presídio Regional de Joaçaba. Ela chegou a ser transferida para Chapecó depois de ser agredida por outras presas. A acusada já passou também pelos presídios de Mafra e Caçador.
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