Joaçaba
01/10/2014 atualizado às 10:35

Aumenta o número de agências bancárias em greve na região de Joaçaba

Paralisação é por tempo indeterminada

Aumenta o número de agências bancárias em greve na região de Joaçaba

Teve início no dia de ontem à nível nacional a greve dos bancários. A classe está reivindicando um reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247,00 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros. Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas. A classe patronal está oferecendo neste início de paralisação um reajuste salarial de 7%, considerado irrisório pelos funcionários das agências que estão em greve desde esta terça-feira (30).

Na região de Joaçaba, segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários nos Estabelecimentos Bancários, Ademir Zambiasi, a greve já atingiu aproximadamente 30% das agências, ou seja, 15 das 45 agências bancárias estão com as portas fechadas. “Estamos realizando o trabalho de visitação às agências que ainda não aderiram a paralisação na nossa região, para que possamos convencer os funcionários a entrarem em greve aumentando assim o movimento e demonstrando força, para que os banqueiros venham a negociar novamente”, resumiu Zambiasi.

Na cidade de Joaçaba as duas agências da Caixa Econômica Federal (CEF), as duas do Banco do Brasil e a do Banrisual aderiram a greve. Já no município de Herval d´Oeste estão paralisados os funcionários também do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. “Na nossa região a greve foi aderida pelos funcionários das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Capinzal e Campos Novos. Já nas cidades de Água Doce, Treze Tílias e de Erval Velho, os funcionários do Banco do Brasil estão paralisados”, argumentou o presidente do Sindicato da classe.

Ademir Zambiasi reafirmou que não estão acontecendo piquetes defronte as agências bancárias da região e um determinado percentual de funcionários nas agências paralisados estão atendendo os casos pontuais, além do auto atendimento estar funcionando normalmente.

No ano passado, quando da realização da última greve dos bancários, as agências ficaram fechadas em todo o país durante o período de 23 dias. Naquela oportunidade a classe teve um reajuste salarial de 8%, com ganho real de 1,82%. Tanto à nível nacional como local, os representantes do sindicato dos bancários deixam claro que a greve é por tempo indeterminado, ou até que se chegue a um acordo com os banqueiros.

Por Julnei Bruno

Fonte: Rádio Catarinense
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