Produtora do filme gravado em Treze Tílias divulga carta de esclarecimento

Após polêmica causada por conta de uma matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, sobre o filme Casa de Antiguidades, gravado em Treze Tílias, Água Doce e Salto Veloso, a Be Bossa Criações e Produções, divulga carta de esclarecimento.

O diretor do filme João Paulo Miranda Maria, por meio da carta, explica que a decisão de filmar na cidade de Treze Tílias foi tomada em 2016, antes mesmo do atual governo assumir a presidência, portanto, de acordo com ele, não foi uma decisão política contra o governo federal.

Conforme a carta da Be Bossa Criações e Produções, Treze Tílias não é personagem no filme. A carta segue afirmando que a história se passa em uma cidade fictícia, e ressalta que como a própria matéria cita, é um filme de ficção como tantos outros da história do cinema.

O diretor do filme esclarece que Treze Tílias, Salto Veloso e Água Doce foram escolhidas por conta do visual das locações rurais que ele enxerga como perfeitas para contar a história.

Na carta João Paulo Miranda Maria explica que o tema trata de um assunto mais complexo do que a questão política atual do Brasil. Segundo o diretor, o filme fala sobre um personagem que sai de outra região do país para um local culturalmente diferente e não se enquadra nesse lugar e isto gera consequências dramáticas para ele e para os habitantes locais.

A carta menciona, como citado na matéria, Cristovam é um brasileiro tentando se encontrar nesse território continental. Por meio da carta, a produção do filme reforça seu agradecimento a todos que os acolheram tão bem na cidade e região e diz ter certeza que quando as pessoas assistirem ao filme irão compreender melhor o tema.

João Paulo Miranda Maria esclarece que o filme Casa de Antiguidades é um projeto que iniciou em 2015, antes das eleições que elegeram o presidente Bolsonaro, portanto de acordo com ele, não trata sobre seu governo ou eleitores.

Ele segue explicando que o filme é uma alegoria a algo maior sobre um personagem que vive um conflito cultural, numa vila rural fictícia, que de fato sofre preconceito, mas que o objetivo maior se concentra na sua descoberta de uma casa abandonada, criando todo um clima de suspense.

João Paulo Miranda Maria esclarece que a equipe nem mesmo conhecia a existência da cidade antes de começar a pesquisa de locação, iniciada em 2016, quando visitou diferentes cidades. Ele diz que a escolha veio por motivos práticos de produção.

Tanto que, de acordo com o diretor do filme, grande parte do filme se passa apenas na área rural que ajudou a construir todo este universo fictício. João Paulo Miranda Maria conclui a carta de esclarecimento, afirmando ter certeza que ao verem o filme, as pessoas entenderão que não se trata sobre a cidade, mas um filme de ficção, que como qualquer obra irá gerar interpretações diferentes dependendo do olhar de quem assistir.

Fonte: Tropical FM

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